Luci, a tacacazeira

O Restaurante popular a ser inaugurado pela prefeitura de Macapá, depois de anos de uma obra que nunca acabava, deverá levar o nome da Tacacazeira e pioneira Luci, falecida em 2013.

Luci vendeu tacacá por muitos anos, acho que uns 50, na presidente Vargas, próximo à Candido Mendes, “ao lado das Casas Pernambucanas”.

Dançadeira de Marabaixo, mesmo com a postura comprometida pelos problemas de coluna, Luci continuava dançando e participando das programações culturais de Macapá.

Bela iniciativa do prefeito Clécio em homenagear a Luci com o nome do Restaurante Popular. Pessoa que viveu do ofício de vender comida de rua, dignificando a profissão e a culinária regional.

Como esquecer aquela voz aguda perguntando: Simples ou enfeitado¿

Acho que na minha infância, a graça de ir ao comércio com mamãe, era a parte do passeio de tomar um tacacá na Luci. E ainda trazer pra casa uns cones de beijo-de-moça.

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Luci e a amiga Libório, no aniversário de Macapá, em 2012.

  • A Lucy todas as vezes que ia a Macapá perguntava logo: como vai o meu freguês ! O meu freguês está com … anos e … meses. Referia-se ao meu filho Kenzo e nunca errava os anos e meses que tinha. Um dia questionei essa precisão com relação a idade do Kenzo e ela confessou: é que o meu fregues nasceu no mesmo dia que eu comecei com a minha banca de tacacá e beijo de moça (e era dele que o Kenzo quando criança era fregues diário dela. Então posso afirmar que a banca da Lucy começou

  • Sempre lúcida, tinha uma memória invejável, não só com datas, mas fatos também! Bela homenagem a pessoa que É minha “Avó, tia-avó, madrinha, mãe e tudo” (como ela mesmo se auto-intitulava quando questionada sobre nosso grau de parentesco)! A família agradece.

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