Hipertelômero e egocentrismo acadêmico

Por José Carlos Tavares Carvalho
Reitor da Universidade Federal do Amapá
 
Recentemente um grupo de pesquisadores da Espanha, descreveu a importância de uma estrutura genômica que pode formar o DNA, o telômero, o relacionando ao tempo de vida dos indivíduos. Mas, vale ressaltar que essa estrutura pode está também relacionada com as características pessoais, principalmente as comportamentais.
Baseado nesse fato, e analisando o comportamento de alguns membros da academia que fazem questão de portar-se como senhores do poder, querendo decidir o que depende da ampla maioria, pode-se dizer que esses desafiam também a ciência genética, ao certo apresentando enormes telômeros, que faz caracterizar um DNA de estrela, manifestando-se fenotipicamente como sabedores de tudo, principalmente no que se refere as ciências do ambiente, não aceitando a regra do interagir social, que é simplesmente meritocratico.  
Hoje as universidades Brasileiras contam com alto prestigio no cenário internacional, tudo deve-se ao fato da produção cientifica de impacto que ora se faz no Brasil. Portanto, é justo que diante dessa situação todas as ações acadêmicas sejam meritocraticas, pois é assim que se vive nos grandes países. A partir do momento que se imbricam o interesse institucional e a valorização cientifica, os possuidores de hipertelômeros perdem seu valor, e passam a ser simples elementos do nada, porque se forem analisados, não representam se quer o que tanto se deseja no público, que é o interesse da coletividade com qualidade de realização.
Sendo assim, os possuidores de DNA estrelados, devem procurar se alinhar com a engenharia genética, que se preocupa em desvendar as aberrações e adaptá-las ao meio mais comum fenotipicamente, e o que se quer numa IFES é justamente colocar o contraditório em favor do objetivo comum, que é a contribuição com a inserção social em prol do desenvolvimento local.

  • Tema importante que se diluiu no linguajar excessivamente metafórico e irônico, fenotipicamente pecou pela hipertelometria…

  • A metade da academia pensa é DEUS e a outra metade têm certeza.

    fenotipicamente e mais ainda genotipicamente somos a MOSCA DO COCO DO CAVALO DO BANDIDO, meritocraticamente e sem hipertelômeros depossuidos de DNA estrelados

  • Discordo quando o autor do texto afirma o super “prestígio internacional” da pesquisa brasileira. É lógico que existem ALGUMAS pesquisas com resultados fantásticos nacionais e internacionais. Afirmo com base em dados recentes divulgados no site do MCT – Ministerio da Ciencia e Tecnologia. Exemplo: A pesquisa sobre a andiroba, o Brasil tem 77 artigo publicados em revistas de âmbito internacional. Sabe quantas patentes resultaram dessas pesquisas para gerar produtos? NENHUMA. Os EUA patentearam 13. Então, acredito que esses PH Deuses que SE ACHAM (e são a minoria), deveriam mostrar mais resultados concretos e que aprendam a trilhar o caminho das pedras (no caso, o de transformar pesquisa em produto) e o da humildade.

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