Grandes Perdas

Nesse final de semana o Amapá perdeu dois grandes mestres e ex-atletas. No sábado, o professor de Matemática, Edésio Lobato e no domingo, o professor e desportista, Guara Lacerda. Ambos muito conhecidos e queridos no Amapá.

Sobre o Guara, grande artilheiro e técnico em vários esportes, leia no blog de Alcinéa Cavalcante.

O professor Edésio, de quem fui aluna no Colégio Amapaense, era um excepcional professor de matemática e um divertido contador de histórias. Boêmio e alegre, educador e amigo. Jamais esquecerei seu corpo esguio atravessando a Praça da Bandeira em direção ao C.A, na época, Colégio Padrão.

Edésio é muito bem retratado nessa poesia do advogado e ex-aluno do mestre, Vicente Cruz.

Edesio

 

A Edésio Lobato (homenagem ao grande mestre)

(Poema de autoria do poeta Vicente Cruz, dedicado ao Prof. Edésio Lobato, publicado em 1979, no dia do Professor)

 

Ao alvorecer ele cruza

Ortogonalmente a Praça da Bandeira

Em direção ao “Colosso Cinzento”.

Chega numa doce soma de passos,

Com gestos trigonométricos,

Palavras derivadas

E um olhar sem limites.

O “levantem a cabeça ”

Em frente a turma é ressonante e infinito, Produto de vários anos.

O sorriso: binômio de austeridade e sinceridade

Se fraciona em frente ao quadro…..azulino.

As variáveis broncas,

O conjunto de preocupações,

Simbolizam o grande mestre.

Leva a vida em progressão aritmética

E faz amigos em progressão geométrica,

Por isso a enésima ruga não veio.

Não está contido em seu coração

Qualquer revolta,

Qualquer que seja o problema,

Não vê diferença :é exata a sua conclusão.

EDÉSIO,

Raiz de sublimidade,

Teorema de amor,

Vestibular transigente,

Função de dedicação,

É preciso pensar ao quadrado

Para te definir:

Potência da matemática da vida.

    • O professor Edésio e o professor Kzan me marcaram muito nos tempos de Colegio Amapaense por volta dos idos de 1979, 1980 e 1981. Hoje, sou professor de Matemática em uma Universidade Federal em Santa Catarina e devo muito a esses brilhante professores, que infelizmente já não estão conosco fisicamente, porém na memória eles estão sempre comigo.

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