Grande Hélio

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Nesta sexta-feira, 20, às 9h, a Rádio Universitária 96,9 FM presta homenagem ao jornalista amapaense Hélio Pennafort. A sala do estúdio de transmissão passou por reformas que possibilitaram uma melhor acústica. De “cara nova”, o espaço foi batizado com o nome do jornalista nascido na cidade de Oiapoque em 21 de janeiro de 1938. De acordo com o diretor da rádio, Fernando Canto, o ato da Universidade Federal do Amapá (Unifap) é um singelo e justo tributo ao profissional de imprensa que sempre pautou seus trabalhos na consolidação da identidade amapaense.

“O Hélio foi pioneiro é realizou grandes e inusitados trabalhos entre nossos interioranos, ilhéus, índios e negros, além de narrar com maestria as nossas manifestações populares”, lembra Fernando Canto. Hélio Pennafort circulou em diversos meios de comunicação local: televisão, impressos, assessorias e rádios. Este último, segundo afirmam os que o conheceram, era sua maior paixão. O amor pelo radiojornalismo gerou, segundo relata a jornalista e professora Graça Pennafort, irmã do homenageado, as primeiras radionovelas locais.

“O Hélio reunia uma equipe e, a partir de fatos reais, vivenciados por ele nas andanças pelos interiores amapaenses, criavam as paisagens sonoras e textos que se tornavam radionovelas. Tudo era feito de improviso, mas o produto final agradava algumas pessoas”, relata. O interior do Amapá era outro apego do jornalista. A convivência se refletia nos seus textos que sempre apresentavam uma linguagem simples e direta. Com esse estilo, o jornalista publicou diversos livros: “Microreportagem”, “Entrevista ao Leitor”, “Um Pedaço Fotopoético do Amapá”, “Estórias do Amapá”. “Os Heróis da Ribanceira”, “Barcellos – Síntese de dois Governos” e “Amapaisagens”.

Pennafort também formou a equipe pioneira da TV Amapá. Na emissora trabalhou como repórter e depois como diretor de telejornalismo. Capitaneou o departamento de jornalismo da Rádio Educadora São José, escreveu e apresentou documentários focados em diversos pontos do Estado, como o rio Oiapoque, a antiga vila do Beiradão e a Base Aérea do Amapá. Hélio Pennafort faleceu no dia 19 de fevereiro de 2001, em São Paulo, em decorrência de problemas respiratórios.

“É bom saber que a memória dele (Hélio) estará preservada em um local tão importante da nossa Universidade. A preocupação é que as novas gerações de jornalistas saibam, ou pelo menos tenham a curiosidade de saber, quem ele foi. Certamente estará feliz com a homenagem”, Graça Pennafort.

Kleber Soares; com informações de João Lázaro (blog Porta-Retratos)
Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

  • Trabalhei com o Hélio no Gabinete do Governador, pessoa muita querida, caridosa, amigo de todos,ele merece todas as homenagens, saudades eternas meu grande amigo.

  • Querida Alcilene, preciso esclarecer um ponto dessa matéria. Quando o querido repórter (gosto muito dele, mesmo) me ligou, eu falei que Hélio costumava transformar os fatos em formato de novela. Ele foi mais além e colocou que o amor do Hélio pelo radiojornalismo gerou as primeiras radionovela. Não. A pioneira em radionovela foi a Rádio Difusora. Grande abraço

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