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Prefeito e família do poeta Alcy Araújo formalizam o nome da primeira biblioteca municipal

 O prefeito de Macapá, Clécio Luís, recebeu a família do jornalista, escritor e poeta Alcy Araújo, em seu gabinete, para solicitar formalmente o nome do patriarca para a biblioteca municipal, que será inaugurada em abril deste ano.

O nome do jornalista foi escolhido pela importância, biografia e pela contribuição que ele deu ao Amapá, se tornando uma lenda na literatura local e de importância nacional. “É uma referência da cultura amapaense para o país, respeitado por outros especialistas da área literária”, ressaltou a diretora-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Márcia Corrêa.

Clécio destacou que Macapá é a única capital do Brasil que não possui uma biblioteca municipal, e a importância deste espaço e da valorização da história e literatura local é fundamental para a memória de um povo e para a pesquisa científica.

“Queremos não só proporcionar um espaço para a leitura, mas fazer com que o amapaense tenha um local onde possa conhecer a história e a cultura local, que possa através disso se orgulhar e valorizar o que temos. Nossa política cultural é ir além de uma simples placa nomeando alguém, é valorizar essa personalidade pelo que fez por nossa cidade, pelo nosso povo, pela nossa educação e cultura”, ressaltou o prefeito.

Alcilene Cavalcante, filha do poeta, agradeceu em nome da família pela homenagem e, principalmente, pelo conceito, memória e pela valorização. “Não é por causa de um prédio, mas pelo conceito que estamos vendo no projeto que a prefeitura quer dar para ele. Por essa forma de contar a história da cidade, pelo seu povo, por quem fez parte da construção dela. Estamos contentes e dispostos a ajudar a fazer parte disso. Podem contar com a nossa família”.

A Biblioteca Municipal Alcy Araújo, localizada na zona Norte da cidade, tem previsão para ser inaugurada em 22 de abril (data do falecimento do poeta). “Será um presente para Macapá, principalmente para a zona Norte da cidade, que agora terá um espaço para o conhecimento e para a diversão por meio da literatura”, informa Márcia Corrêa.


Alcy Araújo Cavalcante, paraense da Vila de Peixe-Boi, nasceu no dia 7 de janeiro de 1924. Foi marceneiro, profissão que exerceu durante algum tempo. Mas sua vocação era as letras. Trabalhou nos jornais Folha do Norte, O Liberal, Imparcial e o Estado do Pará. Chegou a Macapá em 1953 e ingressou no serviço público como redator do gabinete do governador Janary Nunes. Foi chefe de Gabinete do Governador, diretor da Imprensa Oficial, diretor da Rádio Difusora de Macapá (RDM), entre outras funções no território do Amapá.

No jornalismo, adotou vários pseudônimos para publicar artigos na imprensa visando driblar a vigilância dos governantes militares. Tem várias obras publicadas e poemas e crônicas em enciclopédias do Brasil e de outros países.

“Nas palavras do jornalista Hélio Pennafort, Alcy foi um dos mais macapaenses de todos os paraenses que ajudaram a desenvolver e animar a cidade”. (fonte: Paulo de Tarso Barros)

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Pérola Pedrosa/Asscom PMM

 

Foto: Nayana Magalhães

  • Justa, merecedora e feliz iniciativa essa do Prefeito Clécio e sua equipe em prestar essa homenagem a esse poeta/servidor público que deu sua inteligência e conhecimento para enriquecer as coisas do Amapá. Fundamental, relevante e necessário esse resgate de nossa memória cultural, retratados nessa bela homenagem dando o nome de Alcy Araújo a uma biblioteca, fonte de cultura, sabedoria e conhecimento. Parabéns mais um vez a essse jovem e denonado prefeito que sabe valorizas “as coisas daqui”, assim como foi a homenagem feita ao maestro Oscar Santos, eternizado num conjunto residencial de Macapá

  • Parabéns à familia toda! Peixe-Boi é terra de poetas e escritores natos, pois além de Alcyr, também ali tem raízes o poeta, músico, escritor e Promotor de Justiça Mauro Guilherme, e seu tio, o grande poeta Olavo Silva. Peixe-Boi tem o melhor clima do Pará e também é o berço da minha querida mãe. Ali passava minhas férias,desde a mais tenra idade. A simplicidade do povo e a água fria do rio Peixe-Boi tornam aquele pobre município, um local acolhedor e propício para a leitura e a poesia. Merivaldo Paiva, renomado professor de língua e literatura portuguesa em Belém, ali tinha sua casinha e amava estar por ali.

  • gostei muito da homenagem, conheci alguns livros do poeta conteporâneo através do Alcione, logo que cheguei a terra amada e fiquei maravilhado com seus versos e prosas que me lembram tchekov, jack kerouac, hemingway dentre outros autores que ficarão para sempre.

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