Empresas iniciam credenciamento na Zona Franca Verde

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O Amapá recebeu nesta quinta-feira, 3, a primeira solicitação de credenciamento na Zona Franca Verde (ZFV) de Macapá e Santana. O pedido aconteceu uma semana após a definição e aprovação dos critérios que vão gerar incentivos fiscais na utilização matéria-prima regional em produção industrial.

A empresa amapaense que atua desde 1965 na produção de sorvetes e picolés, utilizando frutas típicas da região, deverá ser a primeira beneficiada dentro do novo espaço econômico, que tem como principal atrativo a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O credenciamento foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro e ao superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da Suframa, Marcelo Souza, durante o Seminário “Zona Franca Verde, Oportunidade de Desenvolvimento para o Amapá”, realizado no auditório do Sesi.

 

Abrindo portas

Para o diretor-administrativo da fábrica de sorvete “QSabor!”, José Carlos Ferreira, a ZFV abre uma porta para as empresas amapaenses, possibilitando que busquem novas oportunidades até mesmo no mercado exterior.

Ele destaca que, com perspectiva na exportação, a empresa já contratou um consultor de mercado internacional para discutir as possibilidades de expansão do negócio.

Outras empresas e cooperativas já instaladas no Amapá, além de novos investidores que se enquadram na ZFV, também realizarão o credenciamento para que nos próximos meses já sejam beneficiadas pelos incentivos.

Uma indústria de ração que deve iniciar suas atividades em um mês no Amapá, também será uma das beneficiadas com a nova regulamentação. O empreendimento, que faz parte de um grupo paulista, chegou ao Estado atraído, principalmente, pelo posicionamento geográfico do Amapá. A empresa recebeu do Governo do Estado um termo de concessão de área para se instalar no Parque Industrial de Macapá e Santana. “Quando desenvolvi esse projeto e fiz todas as pesquisas para implantar a fábrica no Estado, eu não conhecia a ZFV. Com a proposta, teremos a oportunidade de oferecer um produto de qualidade, com custo mais baixo”, afirma o proprietário da fábrica, Thiago Versoza.

O investimento da empresa será de R$ 67 milhões e a fábrica produzirá 9,6 mil toneladas de ração por mês, o equivalente a 400 carretas. A produção de ração também deverá estimular outras atividades, como a criação de frangos. “Aqui é um ponto estratégico. Nossa proposta é, além do mercado externo, atender também o mercado local, gerando novas oportunidades para os criadores”, destacou. (SECOM-GEA)

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