E o PSB, hein?

O pior para o PSB não foi à derrota do primeiro turno.

O que foi ruim, ficou pior. A posição de neutralidade aprovada pela executiva do partido foi desastrosa. Afinal eram dois projetos políticos bem diferentes e dois candidatos com perfis muuuuuito diferentes.

Sendo que um deles, Gilvan, é um dos maiores adversários do PSB. Foi ele que junto com seu padrinho Sarney, tomou no tapetão o mandato de Capi quando este venceu Gilvan parar o senado. E seu conglomerado de emissoras de rádio e TV quase destruíram a imagem de Capiberibe e do que tinha sido seu governo. E passaram os quatro anos do governo de Camilo, desgastando a gestão e a imagem de Camilo.

Do outro lado estava Clécio, que mesmo com Camilo amargando uma alta rejeição, foi um dos primeiros a pular no seu palanque e lhe apoiar em 2014.

Os militantes e eleitores não entenderam. E cada um seguiu sua escolha eleitoral.

Conclusão:

A direção ficou isolada na posição de neutralidade.

Os vereadores, que não se reelegeram, apoiaram Gilvan. Alguns ainda se prestaram ao papel ridículo de ajudar Gilvan, fazendo denúncias eleitoreiras que tiveram efeito Zero na campanha de Clécio, e mostraram que a credibilidade deles estava sob suspeição.

Já os militantes e eleitores, em sua imensa maioria, obviamente, optaram por Clécio. O eleitor do PSB é um eleitor com senso crítico.

Manobra perigosa essa do PSB.

washigtonwashinton

  • Só um detalhe: Não foi o Gilvan quem “tomou no tapetão o mandato de Capi…”, e sim a justiça que acolheu o pedido e cassou o seu mandato, após todos os trâmites e possibilidades de defesa. Se o Gilvan tomou posse em seguida foi porque ele era o sucessor conforme o resultado das eleições.
    O que o Capiberibe fez, e continua fazendo sempre quando lembram que ele é ficha-suja “perdoado” pela interpretação do STF, quanto a aplicação dessa Lei, é espernear tentando manipular a opinião de desinformados.
    Tanto que da mesma forma, ele não critica o mesmo STF que o permitiu, junto com a Deputada, tomar posse, mesmo sendo ficha suja, ao argumento de que não se devia aplicar os critérios de inelegibilidade nessa eleição seguinte. Quer dizer: quando a judiciário julga contra seus interesses, é perseguição política; quando não está correta…

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