É Domingo!

Por Mariléa Maciel
E sexta-feira, anuncia que o sábado pode ser dividido entre trabalho, cuidar da casa e descansar, mas é um prenúncio que o domingo, o esperado e festejado primeiro dia da semana está chegando.
Se os fazedores de leis fossem gente séria, na certa iam decretar que nesse dia só trabalharia quem fosse alegrar a vida, como os radialistas de programas de domingo, religiosos que fortificam a fé, artistas populares que se apresentam em praças, vendedores de alimentos de domingo (sim, teriam alimentos que só poderiam ser degustados nestes dias, sem peso na consciência, e nem no corpo), e tantas outras profissões criadas pra promover alegria.
Ficariam de folga qualquer outro trabalhador que não despertasse a felicidade, não qualquer felicidade, mas a de domingo.
Por exemplo, policiais, eles não iriam pra rua, uma vez que até os ladrões dariam folga pra que eles curtissem seu domingo.
Se o Brasil fosse um país de pessoas comprometidas, tudo isso estaria nos livros de leis,  e seria cumprido à risca.
Poderia também não haver domingo sem sol, sem música, só colocaria o avental quem fosse cozinhar por prazer.
Nesse dia, a ordem seria “Viva, divirta-se com muito ou sem dinheiro”. Em cada esquina poderíamos encontrar balões coloridos, instrumentos musicais tocando sozinhos, bancas de jornais distribuindo notícias positivas, vendedores da liberdade dominical, transformadores de sonhos em realidade, livros abertos onde entraríamos nos contos de fadas, no ar, vento cheirando a flores, vindos de centenas destas, de várias espécies, espalhadas e brotando de qualquer fresta.
No lugar de tratados e páginas policiais, seriam impressas poesias e cada leitor, ao final da leitura, teria direito a um vale-sorriso, dado pela pessoa querida.
Os meteorologistas anunciariam um dia de sol, mas com muito vento, refrescante, e céu azul. Teríamos sempre um time pra festejar e uma escola de samba pra assistir.
Mas como nosso país ainda não têm leis que colocam a felicidade na porta de cada um, independente de classe social, idade, raça ou sexo, vamos por aqui, fazendo dos domingos um dia especial, com bons motivos pra abrir o Repiquete, ler, rir e ser feliz.
A partir da próxima semana este blog estará com muitas histórias de domingos, segundas, terças, quartas, quintas e sextas, contada por mim  e por quem quiser contribuir, seja me contanto fatos, ou escrevendo direto.
Precisamos de um nome pro quadro, que tenha a cara de um bom domingo.
batuque

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