DaLua defende debate sobre extinção da Reserva do Cobre e diz que população deve ser ouvida

 

O deputado estadual Pedro DaLua afirmou nesta quinta-feira, 24, que a Assembleia Legislativa deve abrir o debate sobre a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associadas (Renca), localizada entre os estados do Pará e Amapá, com a intenção de atrair investimentos para o setor de mineração. A área, com quase 4 milhões de hectares – tem grandes reservas naturais e presença de tribos indígenas em seu interior.

 

“Precisamos ouvir a população dos municípios de  Laranjal do Jari, Pedra Branca, Mazagão e Porto Grande, que serão diretamente afetados pela medida. Não sou contra o desenvolvimento econômico dessas regiões mas não podemos permitir que aconteça o mesmo que ocorreu em Serra do Navio e Pedra Branca”, declarou.

 

A reserva foi criada em 1984, ainda durante o período da Ditadura Militar, quando o capital estrangeiro avançava na Região Amazônica através de projetos minerais e industriais como o projeto Jari, do magnata Daniel Ludwig, e o então presidente João Figueiredo cedeu a pressões para evitar a exploração dessas áreas.

 

Nesta quarta-feira, o Diário Oficial da União publicou o decreto do presidente Michel Temer, extinguindo a reserva – que fica na divisa entre o Sul e Sudoeste do Amapá com o noroeste do Pará. A área era considerada um local de alto potencial para exploração de ouro e outros minérios (como ferro, manganês e tântalo) e era mantida em posse da União, restringindo as buscas de monopólio do governo ao cobre.

 

A extinção foi proposta pelo Ministério de Minas e Energia em março, e permite a concessão para exploração mineral. A pasta justificou o texto com o argumento de que a medida era necessária para viabilizar o potencial mineral da região e estimular o desenvolvimento econômico dos dois estados.

 

A preocupação de DaLua é que a Renca engloba nove áreas protegidas: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá, a Reserva Biológica de Maicuru, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva Extrativista Rio Cajari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru e as Terras Indígenas Waiãpi e Rio Paru d’Este. DaLua acredita que é preciso avaliar se a medida não coloca em riscos as reservas naturais e as tribos indígenas.

 

 

Gabinete Deputado Pedro DaLua

Assessoria de Comunicação Social

  • Perfeito!
    Tem que discutir mesmo!
    Garimpo não trata somente de exploração mineral,mas também humana e destruição ambiental.
    Quem viveu serra pelada,MMX, e outros projetos minerais sabe que não é tão simples assim.
    Atividade finita, deixa muito prejuízo ao meio ambiente e que o lucro não fica no estado.
    E a necessidade de discutir leva para ver se não é inconstitucional acabar com a área de proteção tão simplesmente!
    Eu estou extremamente enojada coma nossa bancada federal !

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