Crise em números

Muito se fala em crise, mas poucos explicam o impacto dela nos cofres públicos. Os números, por outro lado, podem esclarecer a real situação que o estado vive atualmente.

Para se ter noção das quedas de arrecadação, a receita de impostos próprios sofreu uma queda brusca de mais de R$ 100 milhões entre 2014 e 2015.

No ano passado foram arrecadados R$ 909.303.770,11. Em 2014 foram R$ 1.039.854.713,02. O ICMS, que é o carro forte da economia local, foi que mais sofreu, com receita de R$ 777.443.992,88 diante dos R$ 849.722.900,87, de 2014.

A expetativa está nas mãos de recursos federais, a exemplo do FPE. Mas se depender do comportamento de janeiro de 2016, o governo terá dificuldade para fechar as contas públicas. Os dois repasses deste mês também tiveram quedas.

A queda no ICMS – Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços mostram claramente que o dinheiro está circulando menos.

  • Alcilene, o Amapá foi o único estado da região norte que registrou queda efetiva na arrecadação própria. Em 2015, a receita estadual arrecadou menos do que em 2013, mesmo não se corrigindo os valores arrecadados naquele ano, o que seria o correto. Importante registrar, também, que no final do ano passado, o estado lançou um REFIS, que foi anunciado nos meios de comunicação, pelo Secretário de Industria e Comércio. Isso é estranho demais. Por outro lado, O FPE, que é uma transferência da União, em 2015 teve crescimento real em relação a 2014. Certamente que existe uma crise econômica nacional, que foi potencializada pela crise local, esta, de gestão. Volto a insistir que essa queda vertiginosa na arrecadação própria do estado precisa ser melhor explicada.

  • O problema de arrecadação do ICMS é que não existe uma fiscalização seria por parte do estado que possa estancar o grande desvio deste tributo.

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