Companhia de Água e Esgoto vai recorrer à Justiça para manter execução das obras do PAC

Após esgotar todas as tentativas de obter via entendimento com a Prefeitura Municipal de Macapá, a retomada das obras de água e esgoto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), realizadas pelo governo do Estado, a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) decidiu que vai recorrer à Justiça.
A paralisação realizada pelo próprio prefeito de Macapá, Roberto Góes, caminha para a terceira semana sem que o município decida em relação ao assunto. No último dia 19, Roberto Góes esteve pessoalmente nos canteiros de obras das redes de água e esgoto da cidade, determinando a interdição dos serviços.
A medida foi anunciada poucas horas após o Batalhão Ambiental ter apreendido máquinas da prefeitura, que trabalhavam em um aterro particular e sem autorização ambiental do Estado, realizada as margens da rodovia Duca Serra.
Na ocasião, o município alegou que as obras do PAC vinham prejudicando o asfalto da cidade, e que a retomada dos serviços dependia de entendimentos com o governo. Poucos dias antes, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Obras (Semob), e Caesa tinham discutido a questão e, de comum acordo, decidiram sobre as medidas necessárias para corrigir as falhas no asfalto.
Desde a decisão do prefeito, o governo do Estado, por meio da Caesa, voltou a buscar entendimentos junto a Secretaria Municipal de Obras de Macapá, porém, não tem obtido êxito. A interdição vem gerando atrasos no cronograma de execução dos projetos financiados pelo governo Federal e poderá, novamente, complicar a liberação ou até mesmo gerar a perda de recursos para o Amapá.
Por não ter mais expectativa imediata de retomada das obras, a construtora Dan Herbert, responsável pela execução de um dos convênios, acaba de anunciar que vai realizar demissões. “São dezenas de trabalhadores e máquinas alugadas. Tudo parado e gerando prejuízos à empresa. Diante dessa situação, o escritório central não vê outra saída a não ser demitir todos os funcionário e suspender os contratos de aluguel”, afirma o gerente da Dan Herbert no Amapá, João Paulo.
Domiciano Gomes/Caesa

  • E a oposição ao Prefeito, nada diz e nada faz? As eleições estão à porta e ninguém explora isso? Acredito que uma “articulação” bem engendrada na mídia, envolvendo algumas entidades da sociedade civil, tais como: Centros Comunitários;Sindicatos;OAB;UNE, dentre outros, fariam esse prefeito recuar dessa ação desastrada.
    att Josenildo Mendes

    • Concordo com você, Josenildo. Está se falando em demissão de trabalhadores e por onde andam os defensores dos direitos coletivos e individuais homogêneos e os tais sindicatos, ditos “defensores dos direitos do trabalhador”? É lamentável!

    • Muito bem. Quer dizer que arrumo a minha casa e alguém vem e bagunça tudo e eu tenho que comprar novamente material de construção e de limpeza pra reorganizar? Assim é muito fácil! Existe um projeto/emenda parlamentar(coisa assim) que proibirá que o gestor jogue recursos públicos fora. Sim. Quando se alfalta e num curto espaço de tempo se rasga e destrói o asfalto, está se jogando dinheiro fora, que poderiam muito bem serem aplicados em outras áreas, gerando outros empregos. Essas pessoas têm que aprender a planejar. Porquê eles não trabalham primeiramente onde ainda não há asfalto? Para somente depois alfaltarem? Falta bom senso, conhecimento e planejamento.

  • A internauta Marilda, fez-me lembrar de um adágio popular: “Se deu carrapato no gado, mate-se o gado”.
    Fico a me perguntar: Qual será o custo/benefício dessa ação desastrada do Prefeito? Estou me referindo aos valores intangíveis; pois saneamento urbano está diretamente ligado à : Saúde das pessoas!é algo que vai na contramão da qualidade de vida; é uma atitude que “fere” a cidadania; é algo inaceitável sobre todos os aspectos: econômicos, porque envolve uma monta de recursos muito superior ao orçamento municipal no tocante a investimentos; sociais, porque impede o trabalho e impacta negativamente na renda dos trabalhadores menos qualificados; ambiental, porque sem saneamento não há esgoto sanitário; não há fornecimento de água sequer para o preparo de alimentos de forma digna, prejudicando a higiene e a saúde.
    Como podemos “aplaudir” uma insensatez dessa?
    att Josenildo Mendes

    • A “ação desastrada”, Sr.Josenildo, evita prejuízos à populaçào amapaense, pois criar buracos e não contorná-los causa acidentes, destroi a sinalizaçao, danifica o meu, o seu (se tiver), e o carro de todos que por lá transitarem, prejudica s saúde com tanta poeira que fica no ar. Foi boa a ação de ontem do MP que atribuiu responsabilidade aos responsáveis.

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