Coluna Café com Notícia

* Ana Girlene

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Surpresas

Ao que tudo indica este domingo de eleições será emocionante até o final da apuração. Os números da última pesquisa Ibope, com um novo desenho na corrida ao Setentrião e o empate técnico entre Gilvan (PMDB) e Davi (DEM) na disputa por uma cadeira no Senado, eram os ingredientes que faltavam para tornar este 5 de outubro pra lá de eletrizante.

Emoção

A projeção de eventual 2º turno entre Waldez (PDT) e Camilo (PSB) agitou a militância dos dois candidatos, especialmente os pessebistas. Tão logo os números do Ibope saíram, Camilo (PSB) postou no Facebook: “(…) apesar de ter informações que não batem com nossas pesquisas internas revela um dado inquestionável: estamos no segundo turno. É bom lembrar que na última pesquisa aparecíamos com 15% e em terceiro lugar. Desta vez aparecemos com 23% e na segunda colocação”, comemorou.

Confiantes

Entre os pedetistas reina o discurso de que os números do Ibope estariam muito próximos das pesquisas de consumo interno, e que ainda é possível uma definição em 1º turno. Para isso, o candidato a governador WG teria que obter 50% mais um dos votos válidos na apuração oficial, quando são excluídos os votos brancos e nulos.

Desconfiança

Por outro lado, na campanha de Lucas (PSD), a análise é de que o Ibope traz números bem distantes da realidade. Consideram “impossível” o candidato ter estacionado em 17%. Ainda assim, debruçados sobre a projeção em 2º turno entre WG e LB, utilizam a margem de erro da pesquisa para defender empate técnico na tentativa de atrair o chamado “voto útil”.

Diabinho

Bruno Mineiro (PT do B) foi vítima do famoso “diabinho”, infelizmente muito comum em véspera de eleições. Uma carta postada nas redes sociais, sobre suposta renúncia do candidato, rapidamente se espalhou. Falsas notícias circulam numa velocidade alucinante, especialmente turbinada pela onda do whatsapp. Para diminuir o estrago, Bruno lançou nota de esclarecimento garantindo seguir firme na campanha.

Holofotes

A imprensa nacional está especialmente interessada na disputa local ao Senado. O site da revista Veja destaca que “No Amapá, opostos ideológicos se unem contra Sarney”, atribuindo ao senador a Randolfe (PSOL) a ideia de lançar Davi (DEM) para enfrentar Gilvam Borges (PMDB). A matéria é da jornalista Mariana Zylberkan, que veio acompanhar as eleições no Estado.

Corrupção

Em tempo, é sempre bom reforçar a campanha sobre as consequências do voto. “As pessoas deveriam estabelecer alguns critérios na hora de escolher o candidato: veja quem o financia, qual a sua vida pregressa, se responde por atos de improbidade, enfim, as pessoas precisam ter noção que o custo da corrupção é externamente alto. No Brasil são desviados R$ 130 bilhões/ano”, destaca o procurador de Justiça Márcio Alves.

Cérebro

Presidente do TRE, desembargador Raimundo Vales, vai direto ao ponto: “Sou totalmente contra o voto obrigatório. Assim como sou contra a pessoa ir para urna votar branco ou nulo. Eu quero que a população leve o dedo e o cérebro para votar. O cérebro, principalmente!”, disse em entrevista ao Café. Para os candidatos, um alerta: “Muito cuidado, pois podem perder tudo com boca de urna”.

Raimundo Vales

Rosa

Campanha “Outubro Rosa” intensifica os alertas sobre o câncer de mama. Médico mastologista Mauro Secco, vice-presidente Norte da Sociedade Brasileira de Mastologia, informa que especialistas indicam a mamografia para todas as mulheres a partir dos 40 anos. “Mas, infelizmente, o SUS só cobre o exame a partir dos 50 anos, o que atrasa o diagnóstico e dificulta o tratamento. Fazem isso para economizar, como se uma vida tivesse preço”, critica.

Expresso

“Em casos de corrupção, penso que o sujeito deveria ficar preso até que se resgatasse tudo o que foi desviado” Márcio Alves.

“Nada de relevante foi discutido. As questões periféricas dominaram o debate eleitoral ate aqui” Raimundo Vales sobre o nível dos debates até aqui.

Pesquisa Data Folha para Presidência da República revela que 40% dos eleitores não sabem o número de seu candidato. Sendo assim, melhor preparar sua “colinha”.

Pleno do TJAP recebeu, por unanimidade, mais uma denúncia do MP-AP contra deputados estaduais por uso ilegal de verba indenizatória.

 

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