Colorindo o Futuro: MP-AP reúne parceiros e moradores da Baixada Pará para apresentar resultados e filmes produzidos na comunidade

 

Os resultados da experiência de ações educativas e sociais em área de ressaca foram apresentados na terça-feira (28), para uma plateia formada por membros e servidores do Ministério Público do Amapá (MP-AP), moradores da Baixada Pará e parceiros do projeto “Colorindo o Futuro”. A iniciativa foi executada pelo MP-AP, por meio da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e Conflitos Agrários de Macapá (Prodemac) e Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAOP/AMB), a partir de abril de 2019, e levou para a comunidade ações de cidadania, limpeza, capacitações e oficinas.

 

A Baixada Pará, localizada no centro de Macapá, está habitada há mais de 40 anos e é formada, na maioria, por pessoas oriundas das ilhas do Pará e interior do Estado. Com características que a destacam como de grande importância ambiental, a área de ressaca foi ocupada com casas e o lixo produzido é jogado aleatoriamente. A primeira incursão do MP-AP foi para conhecer um projeto de educação ambiental voluntário, e a partir da primeira visita e do diálogo com moradores, começou a ser planejado o projeto “Colorindo o Futuro”, que foi incorporado no Planejamento Estratégico da instituição, e se tornou piloto na capital.

Com a adesão de parceiros, as ações elencadas como prioridade pelos próprios moradores, começaram a ser colocadas em prática. Em parceria com a Prefeitura de Macapá (PMM) foi realizada a limpeza em uma parte da Baixada Pará, quando foram retiradas 19 toneladas de lixo; em parceria com o SESI-SENAI, Exército, empresas Nutriama, Sião Thur e O Moinho, Prodap e Guardas Ambientais, foi realizada a segunda etapa do projeto, promovendo cinco cursos de capacitação e a ação do SESI “Saúde nos Bairros”.

 

A Oficina de Audiovisual foi a etapa seguinte e dez curtas-metragens foram produzidos e estrelados pela comunidade, resultando na “Mostra Curta a Baixada Pará em 1 Minuto”, onde um cinema foi montado na comunidade para exibição dos filmes. Em seguida, foi dado início no processo de educação ambiental, quando foram proporcionadas oficinas de reciclagem de resíduos que comumente são jogados na área de ressaca e vias, com o objetivo de conscientizar para evitar o descarte inadequado e incentivar o empreendedorismo, através do reaproveitamento dos resíduos, que foram transformado em objetos e material de consumo.

 

Nesta manhã, no encerramento da primeira etapa do projeto, estiveram presentes a procuradora-geral de Justiça, Ivana Cei; as procuradoras de Justiça Estela Sá e Socorro Milhomem; os promotores de Justiça João Paulo Furlan e Paulo Celso Ramos, respectivamente, chefe de Gabinete da PGJ e secretário-geral do MP-AP; representando os parceiros: da PMM, secretário Claudiomar Rosa e o procurador do município Augusto Almeida; do SESI/SENAI, Alyne Barbosa; do Exército Brasileiro, capitão Pablo; Pedro Moutinho, do Prodap; audiovisual, Ana Vidigal e Edson Martini; Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção, Elétricos e Hidráulicos do Amapá (Sindimat), Marcel Góes. O promotor de justiça do Meio Ambiente, Marcelo Moreira, fez uma explanação sobre o projeto e sua importância ambiental e social, e principalmente para a comunidade.

Edicleusa Lima, dona de casa, moradora da Baixada Pará, falou em nome da comunidade e avaliou o projeto como uma janela de oportunidades que foi aberta para a comunidade. “Sempre nos sentimos excluídos, éramos procurados somente em época de eleição, nunca nos olharam com a atenção que o MP-AP nos deu, de fazermos cursos, aprendermos, fazermos filmes, e agora, vamos criar a cooperativa de empreendedores de material reciclável da Baixada Pará, graças a este projeto”, agradeceu.

 

A PGJ Ivana Cei considera o projeto “Colorindo o Futuro-Baixada Pará” um ato de cidadania e justiça, por ter proporcionado ações de necessidade coletiva, entretenimento e ter permitido que os moradores pudessem mostrar o orgulho de morar na área, que era reconhecida como de risco social. “É emocionante conhecer essas histórias, saber que os moradores receberam bem a proposta do MP-AP e aproveitaram as oportunidades. Agradecemos aos parceiros, que viabilizaram as ações, a equipe técnica da Promotoria de Meio Ambiente, e principalmente os moradores da Baixada Pará, que nos deram a oportunidade de entrar em suas casas e mostrar o compromisso do Ministério Público com a promoção da dignidade, justiça e cidadania”, manifestou a PGJ.

 

“Apresentar o resultado do projeto é ver um filme que foi sonhado e construído junto com moradores, parceiros e assessores da Promotoria, que foram firmes no propósito de cumprir a missão, de incentivar boas práticas ambientais e comunitárias. Estamos deixando um legado que pode ser um caminho para a prosperidade de famílias e da comunidade, que é a conscientização ambiental e a cooperativa de recicladores. O projeto não acabou, ainda vamos permanecer na comunidade para a oficina que vai ensinar e incentivar a jardinagem e produção de verduras, e também para a pintura das casas”, finalizou o promotor Marcelo Moreira, coordenador do projeto.

 

Marileia Maciel – Promotoria do Meio Ambiente

 

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