Amapá atinge 700 óbitos por covid-19, mas mantém quarta menor taxa de letalidade do país

O Amapá, atualmente, possui 330 amostras em análise laboratorial, mas já chegou a ter dez mil amostras represadas, recebidas em um curto intervalo de dias durante o pico da pandemia

boletim informativo que traz o cenário da covid-19 no Amapá mostra que o número de óbitos causados pela doença chegou a 702 neste sábado, 26.

Ainda assim, o estado possui uma taxa de letalidade de 1,5%, a quarta menor do país, ficando atrás apenas dos estados de Roraima, Santa Catarina e Tocantins. O índice também é inferior a taxa de letalidade nacional, que é de 3%.

No Amapá, o primeiro óbito causado pelo novo coronavírus foi registrado no dia 4 de abril. De acordo com a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), o pico da doença ocorreu no mês de maio, quando se observou maior número de novos casos e de mortes. Após o pico, houve uma redução de 95,45% no número de óbitos.

Para efeito de comparação, entre os dias 1º e 23 de setembro, foi registrada a média de 0,60 óbitos ao dia – um número menor que as taxas registradas no mesmo período dos meses de maio (10,66), junho (7,0) e julho (2,5), é agosto (1,16) .

O boletim também mostra que o número de recuperados é superior a 75%, totalizando 35.815 pessoas, a maioria nos municípios de Macapá (12.406), Santana (4.936), Laranjal do Jari (3.960), Oiapoque (2.590), Pedra Branca do Amapari (2.550) e Vitória do Jari (1.891).

A baixa taxa de letalidade e o alto índice de recuperação podem ser atribuídos, ainda, a todas as medidas que o Governo do Estado tem realizado em conjunto com as prefeituras, como quarentena, lockdown, tratamento terapêutico precoce, abertura gradual do comércio e serviços, dispensação de medicamentos de forma ágil, testagem em massa, auxílio com leitos clínicos de UTI – e, ainda, visita de equipe clínica a casos confirmados.

Testagem

O Amapá, atualmente, possui 330 amostras em análise laboratorial, mas já chegou a ter dez mil amostras represadas, recebidas em um curto intervalo de dias durante o pico da pandemia. Neste período, o Estado firmou parcerias com o Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém-PA, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para testagens em massa.

O Laboratório Central do Amapá (Lacen) cumpriu um papel fundamental, com as equipes trabalhando 24 horas para garantir a maior cobertura possível. Hoje, o local tem capacidade para 120 testes diários do tipo RT PCR. Além disso, o Estado também contratou um laboratório particular adicional, para garantir uma cobertura maior.

“No auge, tivemos até 10 mil amostras represadas e com a articulação da equipe de governo e a Superintendência de Vigilância em Saúde, conseguimos dar vazão à todas, sem esquecer que o Evandro Chagas deu suporte técnico para que isso acontecesse”, declarou Gelmires Queiroz, diretor- executivo do Lacen.

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