Agenda Socioambiental 2050 (Um Tributo à Utopia)

Marco Antonio Chagas, doutor em desenvolvimento socioambiental, professor da UNIFAP

Hoje é 05 de junho de 2050… “É o dia do meio ambiente”. O Ministro do Meio Ambiente do Brasil, Nakrahe Krenak, filho de Ailton Krenak, desembarca no Amapá para um encontro com o Ministro do Meio Ambiente da França, Croissant Morin, neto de Edgar Morin. O encontro tem por objetivo anunciar “ideias para adiar o fim do mundo”, como a criação de um território liberto do capitalismo e do colonialismo, além de propor uma agenda socioambiental voltada para a Amazônia e para o Amapá. 

O território liberto a ser criado na Amazônia corresponde a uma área contínua de 20 milhões de hectares, abrangendo terras do Leste do Pará, Oeste do Amapá e Sul da Guina Francesa e destinado a livre circulação e uso sustentável dos recursos naturais pelos povos da florestas. “É uma questão de justiça intergeracional”, destaca Eduardo Krenak.

O Ministro do Meio Ambiente também traz para o debate com a população da Amazônia uma agenda socioambiental propositiva que inclui: 1) A proibição da exploração e importação de recursos naturais da Amazônia sem beneficiamento local; 2) A taxação do lucro de corporações multinacionais que exploram recursos naturais com destinação vinculante a complementação salarial dos profissionais da área da saúde, da educação e da limpeza pública; 3) A criação da Empresa Brasileira de Pesquisas Agroextrativistas em substituição a atual EMBRAPA e; 4) A criação da Universidade Federal Agroextrativista Tomé de Sousa Belo, em Mazagão.

O Governador do Amapá, Bernardo Chagas, meu neto, também participará do encontro e anunciará que o Estado atingiu a meta de 100% de saneamento básico. O Governador, juntamente com o Ministro do Meio Ambiente, farão a inauguração da primeira etapa do Programa ‘Minha Rede, Minha Vida”. Serão entregues 500 unidades habitacionais para famílias pobres, com projetos elaborados seguindo padrões regionais e construídos de forma comunitária.

Em Macapá, o Prefeito Carlos Tostes, neto de José Alberto Tostes, fará a entrega para a população da hidrovia Igarapé Fortaleza-Jandiá, que além de impulsionar o ecoturismo local, contribuirá para o escoamento das águas pluviais e facilitará o fluxo das marés urbanas. O Prefeito Carlos Tostes, juntamente como o Governador Bernardo Chagas, farão o percurso de 20 quilômetros de ciclovias que interligam pontos estratégicos da cidade de Macapá. “Essas ações estão prevista no Plano Diretor de Macapá”, informa o Prefeito.   

Saramago não gosta de utopias. Entende o mestre que não podemos garantir que nossos desejos serão os mesmos de nossos netos. A utopia seria sonhos nossos e nada garante que serão também das futuras gerações. Eu prefiro a utopia de Eduardo Galeano, que cita o cineasta Fernando Birri: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”. 

 

  • Sonhos e utopias sempre sustentaram o imaginário humano e também constituiram a base dos grandes avanços das civilizações.
    Parabéns pela matéria

  • 2050??? Isso é um artigo futurista. Não se sabe quem vai ser o(a) governador(a) do Amapá, quem vai ser o ministro do Meio Ambiente e nem quem vai ser o(a) prefeito(a) de Macapá até lá…

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