Acervo do artista plástico R. Peixe chega ao Amapá dez anos após sua morte

R. Peixe

Acervo do artista plástico R. Peixe chega ao Amapá dez anos após sua morte. As 118 peças, que inclui quadros e esculturas, na maioria inéditas, estavam na casa onde o artista viveu em Natal, Rio Grande do Norte e foram trazidas a Macapá pela família, que pretende leva-las a exposição pública ainda este ano.

Além da exposição, o esforço da família em trazer o acervo inédito se concentra na criação da Fundação Cultural R. Peixe, com reunião para ultimar os detalhes burocráticos agora no dia 30 de setembro.

“Esta fundação pretende reunir em um mesmo local uma exposição permanente do artista com objetos pessoas e obras de artes e também realizar cursos de artes para crianças, jovens e adultos. Convidamos todos os segmentos artísticos para participar da reunião e somar com o projeto”, disse Beto Peixe, filho do artista.

O trabalho de R. Peixe, como pintor e mestre, ajudou a formar toda uma geração de artistas que hoje compõem a cena das artes visuais amapaense. Suas obras servem de legado às gerações futuras pelo traço contemporâneo que carregam.

Vida e Obra

Nascido em São Caetano de Odivelas, Pará, morreu em Natal no ano de 2004. O artista chegou ao Amapá no ano de 1953, já casado com Maria de Nazaré de Souza Almeida com quem teve seis filhos: Irezenilda, Sidney, Irenilda, Reginaldo, Heliberto e Idezenilda. Dois deles herdaram o sangue artístico do pai: Betto Peixe (Heliberto) e Ire Peixe (Irenilda).

Procurando aprimorar-se, entrou para a Escola Nacional de Belas Artes em 1963. Realizou sua primeira exposição Individual em 1964, na sede do Esporte Clube Macapá.

Na década de 1990 o artista mudou para a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte e logo começou a trabalhar intensamente para divulgar os costumes e as tradições do Pará, Amapá e Rio Grande do Norte em telas e esculturas que retratam a vida dos estados por onde passou.

Para quem ainda não conheceu suas obras, basta apenas visitar qualquer órgão público do estado do Amapá ou a sala de embarque do aeroporto de Macapá que poderá apreciar um pouco da beleza de sua arte.

Cinthya Peixe

  • Tive a grata honra de em 2002 bater um longo papo com R. Peixe em o consagrado Bar Xodó, à época, com o seu inseparável instrumento musical Cuíca, R. Peixe bebendo guaraná, e eu cerveja. Conversa vai e vem, R. Peixe me convidou a ir à Natal e ser seu hóspede especial, entregando-me um belo e vistoso cartão de visita. Humildemente pedi à R. Peixe que autografasse o cartão e, me olhando surpreendetemente se emocionou com essa expressão: “nunca alguém me pediu um autógrafo! Muito obrigado Tadeu!”.

    Esse cartão de visita autografado, entreguei ao Sidney Peixinho para que fosse juntado ao acervo que vai ser montado pela família.

  • Fui seu vizinho na Rua Gen. Gurjão ainda Criança, eu passava um bom tempo vendo-o pintar suas oBras, um dia, me disse vc quer apreder a pintar ? apenas peça que sua mãe autorize que eu te ensino …não levei a sério ! Me arrependo, era um Artista muito talentoso.

  • Tive a honra de ser um dos seus primeiros alunos na Escola Cândido Portinari, que era improvisada em uma sala da Escola Barão do Rio Branco. Foi dele o principal incentivo para eu seguisse os caminhos das artes e que, hoje, alimenta o meu corpo e alma. Obrigado mestre.
    Ralfe Braga

  • Orgulho desse meu avô por ser um dos pioneiros a incentivar a arte, a cultura. Saudades vovô! Saiba que ainda tenho o velho costume de tomar suco de cupuaçu com farinha, kkk, lembro que ele ria tanto disso…

  • Tenho uma obra de 1987 deste artista a venda. Interessados chame no WhatsApp 62 985585812

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