A volta da credibilidade do Amapá

Por João Alberto Capiberibe. Senador pelo PSB do Amapá

Os anos 2.000 foram se passando e a credibilidade do Amapá foi se esvaindo por conta da má gestão e do desvio de vultosas somas dos cofres públicos até chegar ao fundo poço, em setembro de 2010, com a Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal. Mais de uma dezena de autoridades, entre elas, um ex-governador e o seu sucessor, foram presas.

Em resposta aos desmandos, o eleitorado do Amapá decidiu tirá-los definitivamente do poder estadual pelo voto elegendo para o governo do Estado o jovem Camilo Capiberibe.

Infelizmente, é necessário citar esses lamentáveis episódios que infelicitaram o Amapá por oito anos para que possamos entender o atual momento.

Para recuperar a credibilidade, a confiança, a dignidade e o orgulho de ser amapaense, o governador Camilo trabalhou durante dois anos com austeridade e resignação.

Porém, vale lembrar que as mudanças não acontecem sem traumas!

Para reconquistar a confiança junto às autoridades da União, o governador Camilo teve que arrumar a casa contrariando interesses, utilizando a arma a seu alcance: a austeridade.

Uma luta díficil.

Foi preciso vencer centenas de prestações de contas inadimplentes deixadas por aqueles que ocuparam o governo por oito anos e pela desconfiança que esse fato gerou nas autoridades federais.

Agora, o governador atravessa uma fase em que os beneficiados por sua ação ainda não entenderam o momento presente e aqueles que tiveram seus interesses contrariados estão irados. Irados por que não mais podem se locupletar do erário público.

A austeridade venceu a desconfiança.

A prova disso é a liberação de R$ 2,8 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Amapá, a título de empréstimo. O valor total do empréstimo é igual ao montante que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) arrecadou no último leilão de petróleo e gás.

O financiamento do BNDES vai alçar o Estado a uma melhor condição econômica e desenvolvimentista de sua história. A credibilidade, a confiança, a dignidade e o orgulho de ser amapaense foram recuperados pelo governador Camilo. É a devolução ao povo do Amapá do dinheiro que foi desviado dos cofres públicos.

A autoestima do amapaense está em alta e vai crescer com a aplicação desses recursos em obras de médio e grande porte: infraestrutura rodoviária, educação, saúde, energia, segurança pública, saneamento básico, habitação, cultura, assistência social e erradicação da pobreza.

Os recursos liberados pelo governo da presidente Dilma Rousseff representam o resgate da credibilidade do Amapá perante a Nação.

É o maior volume de recursos já emprestado a uma unidade da Federação, fato que demonstra o respeito e o respaldo que o Governo do Amapá, antes desacreditado, reconquistou junto à União.

Dobramos mais uma página triste da nossa história. Voltamos a ter orgulho de ser amapaense.

  • Bom dia, Senador. So precisamos evitar que esse mesmo grupo que está na origem da Operação Mãos limpas volte ao poder. É uma vergonha que em nosso país se demore tanto para punir os culpados de golpes rasteiros contra nossa cidadania.

  • A vossa Exelencia precisa pedir a justiça Federal a punição dessa quadrilha que desviou mihões dos cofres publico deixando a saude a educação e segurança publica no estado que se encontra

  • Agora é saber se esse dinheiro vai chegar aos que realmente necessitam… e não ser encontrados em período de campanha em teto de casas de pessoas com cargos como ocorreram em alguns anos atrás também.

  • Pena que o tempo passa tão rápido e infelizmente ano que vem ja esta chegando e com certeza toda essa corja estara nos palanques tentando voltar ao poder para continuar usufruindo dos dinheiro que poderia ajudar a maioria da nossa população.
    So nos resta pedir a Deus que nos proteja desses inimigos dos amapaenses.

  • Menos Senador! Menos!
    Ter credibilidade é apenas parte do problema. A outra é ter competência para gerir esses recursos em benefício da coletividade. E isto é mais complicado, porque requer capacidade para implementar boas ideias, eficiência para fiscalizar a aplicação dos recursos, transparência na prestação de contas e muita eficiência para ver concretizada as obras.
    Porque se isso nao acontecer, esses 2,8 bilhões serão apenas mais um dívida para o povo pagar. Afinal, nós somos os avalistas desse empréstimo. Não é assembléia, tampouco, o governador. Somos nós!
    Tomara que essa dinheirama toda não seja apenas para enriquecer algumas poucas famílias, tomara mesmo!

    • Concordo plenamente com o professor … Muito blá blá blá .. Pouca competencia ..! Austeridade sim , mas de idéias e de capacidade gerencial que gera graves prejuízos a nossa população .. O Senador , assim como os políticos da “gestão” , continua vivendo no mundo da fantasia , onde só seus interesses prevalecem .. Vamos acordar !

  • Tenho um imensurável respeito pelo Senador Capi mais, ficar olhando eternamente pelo retrovisor? isto é “o sistema”, e o “sistema”, se recicla se renova em sua conjura de teia de corrupção Senador, eu sei, vc sabe, o Brasil sabe estamos em um País que se tem lei pra “preto, pobre e puta”, dificilmente alguém no Brasil irá preso por corrupção e a grana voltara pra nação…isto é útopia…o poder do capital torna a justiça omissa, q protege bandidos do colarinho branco e cada vez mais pune o ladrão de lata de sardinha..que me desculpe o Senador amigo mais em tempos atuais “eu não sinto este orgulho de ser amapaense não”, as infinitas denuncias de corrupção do Amapá na grande mídia nacional dos políticos do AP lamentavélmente levou o amapaense honesto junto nesta conjuntura de opinião da grande mídia do eixo RJ/SP..como se diz no ditado popular “o amapaense esta em um mato sem cachorro”..abs

  • É necessário olhar no retrovisor sim!
    Pra frente que se anda, mas para evitar acidentes, devemos para os lados e através do retrovisor.
    Isso é um grande problema dos brasileiros, perdoam os maus políticos, idolatram-nos como Deuses, esquecem de tudo depois de um afago,
    Perdoa-se as pessoas, mas não dá para entregar o poder nas mãos de quem não se mostrou capaz e justo.
    Não se pode aliar-se ao sujo para vencer o mal lavado.

  • Como diziam os antigos, filho da gente nunca tem defeitos, o que é uma pena. Mas fazer o que? Pai é pai.
    Agora dizer que esse empréstimo é devolver o dinheiro para os amapaenses, no mínimo é brincadeira. Quem vai pagar a conta? Quais as garantias que o Estado está dando para pegar essa grana? Alguém vai gastar o rico dinheirinho e um pobre coitado, daqui a alguns anos vai pagar a conta. Esse é o famoso negócio da China.

  • Já que todos vivemos o cotidiano de Macapá e do Estado do Amapá é importante que lembremos da importância dos nossos representantes políticos , passados e atuais que estejam sempre na mídia televisiva,radiofônica e escrita e nos eventos sociais da cidade colaborando como Homens austeros,sempre prestando contas e demonstrando na prática que todas as aspirações de nossa sociedade, do bem comum é um denominador comum, uma continuidade ao bem comum e não divergente e criminoso, levando a mais mazélas e intrigas, que a ausência do acesso a direitos fundamentais gera.Se você é um político Amapaense após um mandato não se esconda atrás do dinheiro usurpado dos cofres públicos para pagar intrigas,baixarias ao sistema político capitalista.Se é um político bom,que fez boa gestão pública a humildade e união é tudo.Que sirva de alerta para acordarmos dessa fantasia, pois o que há é o lado do povo.

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