Alcilene Cavalcante em 01 de abril de 2011

Um final de semana doce e cheio de amor pra vocês, amigos do blog.

Foto: Doce da Bolo de Chuva..Em Belém

Alcilene Cavalcante em 01 de abril de 2011

Deputadas Cristina Almeida (PSB), Marília Góes(PDT) e Sandra Ohana(PP), em sessão na Assembléia Legislativa na terça-feira, deram mostras de como será o clima do debate político dessa legislatura pós HARMONIA.

Na votação de um requerimento do deputado Michel JK em relação a saúde,  a deputada Cristina Almeida, líder do governo na Assembléia Legislativa, votou a favor do requerimento, mas lembrou as suas excelências que o governo anterior deixou a secretaria de Saúde praticamente sem contratos de fornecimento de serviços e medicamentos, e que os gestores do governo anterior foram presos, comprometendo o final da gestão e consequentemente o início do novo governo.

PraQuê?

A deputada Marília Góes, ex-primeira dama do estado, respondeu dizendo que foi presa, mas não foi julgada. Mandou que a deputada Cristina fosse estudar, e colocou o senador Capiberibe e a deputada Janete no debate, dizendo que eles, sim, foram cassados.

Rá! Cristina Almeida disse a Marília: “Deputada, eu estudei sim. Viajava três dias no navio comandante Idalino pra cursar universidade em Belém. O meu diploma não é comprado. E posso não ter tantos conhecimentos jurídicos quanto a senhora, mas a senhora foi presa sim, e sua prisão foi legal”.

Eita.

Na mesma sessão, a deputada Sandra Ohana criticou Cristina Almeida, como líder do governo da Assembléia Legislativa, pelas críticas de Cristina a demora da mesa diretora para colocar em votação o projeto do governo de contratos administrativos. Sandra disse que é da base do governo e quer os votos da mesa ao projeto. E em momento deselegância falou que “não sabia onde o governador Camilo estava com a cabeça ao colocar Cristina Almeida como líder do governo”.

A sessão foi tensa.

Mas ninguém pense que a deputada Cristina Almeida por ser calma e educada leva desaforo pra casa, que ela não leva não.

 

 

Alcilene Cavalcante em 01 de abril de 2011

Presidente da Assembléia Legislativa, Moisés Souza, convocou para hoje, sexta-feira, sessão extraordinária para votar projeto de contratos administrativos.



Alcilene Cavalcante em 31 de março de 2011

Time de Vôlei do E.C. Macapá. 1982

Reconhece as atletas? Escreve aí..Tem deputada na foto.

Foto: Contrubuição Ita Simões

Alcilene Cavalcante em 31 de março de 2011

Polemicazinha rolou no twitter ontem, por que o governo do estado está apoiando com maior quantidade de asfalto o município de Santana, do que o de Macapá, que é bem maior.

O secretário de Transporte, Sérgio La Rocque, explicou ao blog, como está a parceria para recuperação de ruas, entre o governo e as prefeituras dos municípios. Ele diz que o prefeito de Santana procurou primeiro a parceria com o GEA, ainda quando o prefeito de Macapá estava ausente ( todo mundo sabe onde). E apresentou um planejamento de ações para recuperação das vias de Santana, onde solicitou do governo  35 toneladas de asfalto e apoio da equipe da Setrap para ajudar nos trabalhos. Foi atendido.

O secretário de Obras de Macapá, Carlos Aragão, solicitou à Setrap quatro toneladas de asfalto e também foi atendido. A Setrap atendeu ainda as solicitações dos municípios de Cutias, com 2 mil litros de material asfáltico e de Calçoene, com 5 mil litros.

La Rocque diz que o governo está aberto à parceria com a prefeitura de Macapá, mas que, se há lentidão, a responsabilidade é da prefeitura que ainda não propôs com um planejamento de ações, claro, para parceria no mesmo nível.

E esclarece que apesar da responsabilidade com as vias públicas urbanas ser das prefeituras, o governo está sensível e contribuindo com a recuperação.

 

Alcilene Cavalcante em 31 de março de 2011

Eu nunca vi a Assembléia Legislativa do Amapá debater tanto e por tanto tempo projetos de contratos administrativos. E olha que isso era uma farra no Amapá.

Que seja pra colocar seriedade na bagaça, então.

Oremos

Ely

Alcilene Cavalcante em 31 de março de 2011

Assistente Social, Ely Almeida, especialista em planejamento e orçamento público, coloca mais uma vez sua competência na gestão do estado e reorganiza as políticas sociais.

Alcilene Cavalcante em 30 de março de 2011

Açaizeiro carregado lá no sítio do Vagner Pantoja

Foto: Samantha Maia

Alcilene Cavalcante em 30 de março de 2011

O CAPS era um centro de atendimento psico-social que atendia principalmente os dependentes de drogas e álcool e suas famílias. Foi implantado no governo de Capiberibe, e desativado no governo vocês imaginam de quem.

Volta com uma nova e grave realidade: O crack. Que entrou violentamente no Amapá, atingindo jovens e adultos e desequilibrando famílias.

As últimas operações da Polícia Civil, com grandes apreensões de crack, mostram o quanto o mercado está consumindo essa droga perigosíssima,  que tem baixo custo para o usuário, vicia muito rápido e deixa o viciado completamente louco quando está sem a droga, pronto pra roubar e até matar.

A presidente Dilma, pela gravidade do consumo do crack no país, lançou um programa prioritário de combate ao crack. Bom o Amapá ficar atento e acessar recursos do programa.

Antes que perca o controle.

Aproveito para ressaltar o trabalho que está sendo feito na delegacia de entorpecentes.  Tenho ouvido, de gente que entende e é bem informado, elogios sobre a atuação e sobre as operações de combate ao tráfico.

 

Alcilene Cavalcante em 30 de março de 2011

 

Olá!

Sou Elisangela Cordeiro Alves e estou aqui para compartilhar com vocês o nascimento da empresa mais deliciosa de Macapá: a Lica´s Confeitos.

Os doces sempre estiveram presentes em minha vida, pois com eles reuni amigos, compartilhei alegrias, distribuí felicidade, celebrei a vida!

Tudo isto porque antes de colocar a mão na massa, colocava em primeiro lugar meu coração, fazendo guloseimas de inigualável sabor e aparência impecável para pessoas pra lá de especiais.

E foi assim que, estimulada a ampliar o meu dom, fundei esta pequena delícia chamada Lica´s Confeitos para trazer muito mais sabor, doçura e felicidade à sua vida.

Minha especialidade são os cupcakes, bolinhos dos mais variados sabores e coberturas de dar água na boca que são perfeitos para presentear, enfeitar sua mesa de aniversário, ser oferecido como lembrança em ocasiões especiais (chá de panela, casamento, chá de bebê); ou simplesmente para aqueles momentos que você precisa cometer o pecado da gula.

Os cake pops são muito apreciados e também fazem o maior sucesso, afinal quem resiste a um bolinho no palito recheado com doce de leite e coberto com uma irresistível camada de puro chocolate, decorado com charmosos confeitinhos? Junto com os cupcakes, são a dupla imbatível para deixar sua festa mais bonita, diferente e saborosa.

Também faço outros mimos e gostosuras como brownies, cookies decorados, bem-casados, bem-nascidos… Tudo feito artesanalmente, com cuidado e carinho em cada detalhe, o que lhe garante excelente qualidade e sabor indescritível.

Ainda não possuo loja e só estou atendendo por encomendas que você pode solicitar por telefone, e-mail ou mesmo marcando uma visita. Não se preocupe com a quantidade, aceito desde grandes pedidos até aqueles menores que servirão para lhe fazer companhia em momentos que você tá a fim de comer algo diferente.

Entre em contato, terei o maior prazer em atendê-lo para lhe dar doçura e felicidade!

(96) 8114 0009

licasconfeitos@yahoo.com.br

Blog da Lica’s Confeitos  http://licasconfeitos.blogspot.com/

Alcilene Cavalcante em 30 de março de 2011

O sorriso e a expressão de quem caminha contra o vento. Mas chega.

Capi e Janete. Que nunca desanimaram. Que jamais abandonaram a luta política, fosse o momento mais árido. Que sofreram ataques nunca visto na história política do Amapá. Que sobreviveram politicamente ao trabalho mais competente e organizado de desconstrução de imagem pública que já se viu nesse estado.

Capi e Janete esperam a posse nos cargos para quais foram eleitos, prontos pra começar uma nova luta: Limpar sua honra provando que o processo que lhes cassou o mandato em 2005, foi viciado de fraudes e armações.

A chegada no aeroporto de Macapá, captada nas sensíveis lentes da fotógrafa Márcia do Carmo.

Alcilene Cavalcante em 30 de março de 2011

Dora Nascimento, vice-governadora. Helena Guerra, vice-prefeita

Alcilene Cavalcante em 29 de março de 2011

Operações da PM nas ruas, sábado, domingo e segunda-feira, deu sensação de tranqüilidade à população. É. Por que quem não gosta de polícia na rua é bandido.

Não pegamos os números totais da operação, mas em conversa com o blog, o comandante da operação, Coronel Carlos Souza, informou que somente na sexta-feira, foram aprendidos quase 100 veículos, roubados ou irregulares. A maioria motocicletas. 90% das ocorrências policiais tem algum tipo de envolvimento de pessoas utilizando motocicletas.  E sessenta suspeitos foram conduzidos à delegacia.

No sábado foram presas 39 pessoas dirigindo sem habilitação. Esses, potenciais candidatos a matar ou morrer, pois sabem manusear veículos, mas não conhecem a legislação de trânsito. E pegam os veículos para praticar assaltos.

As operações vão continuar.

Alcilene Cavalcante em 29 de março de 2011

Grupo Os Cometas. Que animava, com boa música, os glamorousos bailes do Amapá.  Formado por grandes  músicos, a maioria da escola de talentos lapidados por Mestre Oscar.

A foto é na pedra de manganês da Serra do Navio

Reconhece os músicos? Escreve aí.

 

Alcilene Cavalcante em 29 de março de 2011

O sábado (26) não foi apenas mais um dia no calendário do ano de 2011 para os skatistas amapaenses, já que foi o dia do Barão da Borda, um evento realizado pela AASKT -ASSOCIAÇÃO AMAPAENSE DE SKATE, na praça do Barão (Macapá – AP).

Este é o segundo evento realizado pela AASKT, e de acordo com os representantes, as atividades serão voltadas para amadurecimento e fortalecimento do esporte no Estado. Iniciativa como esta é que faz valer literalmente o ditado : “A união faz a força”.

 

Patrocinio: Na Base Skateshop
Apoio: Tabacaria Mentalize, Amapuera Compensados
Parceria: Sejuv – Secretaria Estadual da Juventude, Secult – Secretaria Estadual de Cultural

Alcilene Cavalcante em 27 de março de 2011

Dia de #RepiqueteDay

A brincadeira desceu para o play, pela minha necessidade de manter um pedaço de mim fazendo comunicação. E já tem seis anos.

Um humilde, mas importante, local de informação. De notícias boas e ruins, de memória das nossas coisas, de debates, e de tudo o que rola pelo céu do equador e merece estar aqui.

Espaço democrático e interativo, onde leitores, comentaristas a articulistas me ajudam a pilotar. O que nos faz atingir orgulhosamente a marca de mais de cinco mil leitores diários, em média. E com leitores de todas as partes do Brasil e do mundo. Um elo entre o Amapá e amapaenses ou pessoas que moraram aqui, espalhados por esse mundão, que buscam no Repiquete as notícias do meio do mundo.

Feito com extremo sacrifício de tempo, pois não vivo do blog. Mas feito com grande prazer e imenso carinho.

Livre e independente. Censurado e boicotado, inutilmente. Temos certeza que esse pequeno espaço tem dado sua contribuição à democratização da comunicação e da informação do Amapá, ao debate de opiniões e ao registro de uma época.

Viva o Território Livre da Internet

Viva o #RepiqueteDay

Alcilene Cavalcante em 27 de março de 2011

População de Macapá e Santana assustada e com medo do número de assaltos crescentes. Além da alta taxa de homicídios e mortes no trânsito.

O Secretário de Segurança, Marcos Roberto, precisa apresentar logo medidas urgentes que combatam e previnam a violência, e tranqüilizem a população.

Busco os números de São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, pra mostrar que em menos de 2 anos, todos os números da violência foram reduzidos, pra mostrar que é possível, e não precisa esperar por anos. O caminho é definir estratégia, alinhar a estratégia e fazer gestão eficiente da estratégia definida.

Em pouco mais de um ano, o atual secretário de Segurança, Antonio Ferreira Pinto, com medidas duras e estratégia correta de gestão, diminuiu a taxa de homicídios de São Paulo para a menor do país e reduziu todos os indicadores de criminalidade: latrocínios, seqüestros, roubos e furtos.

Sim, meus amigos. A taxa de homicídios de São Paulo é bem menor que a do nosso pequenino e quase isolado Amapá.

Então, mãos a obra, pessoal. Os resultados de São Paulo mostram que é possível ser rápido no combate a violência que assusta e tira vidas.

Dados: Revista Veja

 

Alcilene Cavalcante em 26 de março de 2011

Do site do Corrêa Neto

 

O nome dele é Fernando Aurélio de Azevedo Aquino, integrante da Polícia do Senado Federal, e homem de confiança do senador Joséb Sarney.

Aquino ficou conhecido no Amapá, em eleições recentes, por assinar dezenas de ações movidas pelo político maranhense contra jornalistas e politicos locais. Foi denunciado, mas as denúncias se perderam no vazio.

Agora, o Conselho Federal da OAB dá uma resposta a elas. Veja a decisão:

REPRESENTAÇÃO Nº 2009.10.07610-01.
Representante: Conselho Seccional da OAB/Amapá.
Representado: Conselho Seccional do Distrito Federal.
Interessado: Fernando Aurélio de Azevedo Aquino,
OAB/DF 14.691. Advogado: Ana Lúcia Albuquerque Rocha Aquino,
OAB/DF 14.736. Relator: Celso Ceccatto (RO).

EMENTA
PCA/017/2011. Representação que objetiva cancelamento de inscrição principal, face à constatação de exercício de Cargo incompatível (Policial Legislativo Federal). Constatação da incompatibilidade mesmo posterior ao deferimento da inscrição suplementar. Pertinência e viabilidade da representação. Constatado o exercício de Cargo incompatível com o exercício da Advocacia, mostra-se recomendável o cancelamento da inscrição, por perda de qualquer dos requisitos necessários
à obtenção da inscrição, conforme preceitua o art. 11, inciso V, c/c IV, da Lei 8.906/94. Hipótese de efetiva incompatibilidade, na
conformidade do art. 28, inciso V, da Lei 8.906/94 – Estatuto da Advocacia e da OAB. Representação provida. Expedição de Ofícios
ao Senado e ao MPF na forma da recomendação votada e aprovada.

ACÓRDÃO: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os Conselheiros integrantes da Primeira Câmara do Conselho
Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por unanimidade de votos, em dar provimento à representação, nos termos do voto do
relator, determinando o cancelamento da inscrição principal. Impedido de votar os representantes Seccionais da OAB/DF e OAB/AP.

Brasília, 21 de fevereiro de 2011.
MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO, Presidente da Primeira Câmara.
CELSO CECCATTO, Conselheiro Relator.

Alcilene Cavalcante em 26 de março de 2011

Este Policial do Senado, foi quem, representando Sarney em 2006, no ápice da defunta HARMONIA, moveu ações contra os jornalistas e blogueiros do Amapá: Eu Alcilene, Corrêa Neto, Alipio Junior, Chico Terra, Humberto Moreira, Alcinéa Cavalcante e Domiciano Gomes.

Apesar de termos comunicados o TRE do Amapá da função incompatível de Aquino, fomos condenados a multas milionárias e impagáveis. Com o voto contra apenas do Ministério Público Federal.

Em 2010, este mesmo policial do senado, representando o senador Gilvan Borges, de quem é chefe de gabinete, moveu ação contra este blog por causa de cavaletes com propaganda eleitoral colocados em locais proibidos, cujas fotos foram publicadas aqui. Perdeu a ação para o advogado amapaense Rubem Bemerguy, que defendeu o blog.

Eu, Alcilene, por conta da condenação de 2006 de Sarney, pago R$530,20 todos os meses, e por 60 meses. Dinheiro suado, pois sou assalariada, e este blog não tem objetivo comercial.

Pergunta aos operadores do direito que acessam este blog: Essa condenação é válida?

Alcilene Cavalcante em 26 de março de 2011

Por Cléo Farias de Araújo, advogado e ex-integrantes da Banda do C.A

 

De meados dos anos 60, até 1985 o Brasil Viveu o regime de governo militar. Esse era um período em que as coisas estavam sempre em polvorosa. A guerra fria entre a Águia e o Urso era o termômetro do mundo e quem possuía um radio Transglobe e “pegava” a Voz da América, ficava sabendo mais rapidamente do sabor das coisas da política mundial. Tal rivalidade entre as duas maiores potências do planeta emprestava seu gosto amargo a outros lugares e coisas. Aqui no Amapá, então possessão do Governo Federal, com um crachá de Território, sentia-se essa instabilidade. Estudantes eram frequentemente “convidados” pelo General Luiz Mendes da Silva a se reunirem para aulas de “moral e civismo”. As diversões eram poucas. Mas, em compensação era uma terra tranqüila.

Mas meu enfoque prende-se a uma atividade prazerosa, a música, que existe pra embelezar e ficar pra sempre na mente e nos corações de quem experimentou essa sensação. Tratemos aqui, porém, do triênio 73 a 75, período em que eu concluí o ginasial no IETA e, sem a intenção de ingressar no curso pedagógico e, por conseguinte, ser Professor, me transferi para o Colégio Amapaense, a fim de cursar o Colegial.

No ano de 1973, logo de cara, encontrei colegas de infância e fiz outras amizades que se estendem até hoje. Ali, conheci um time de primeira, como Risaldo Amaral, Geraldo Pinto, filho da grande parteira Arcângela, Ricardo Soares, Roberto Paiva e o Leonam (Manoel, ao contrário). Eu e esses amigos fizemos uma amizade tão sólida, que serviu de base para tantas investidas na vida.

Sabendo que eu tocava numa banda, esses amigos me convenceram a entrar para a banda do Colégio. Lembro que o Risaldo (que portava como crachá, o fato de ser filho da inigualável Mestra Risalva Amaral), chegou dizendo:

─ Tu terás a oportunidade de participar da banda marcial do Colosso Cinzento!

Eu, que sempre fui “Piramutaba”, indaguei o que significava aquilo.

A turma, em coro, respondeu:

─ Colosso Cinzento é o nome dado ao prédio (é assim que denominavam as grandes construções) da nossa escola. Colosso, porque sua dimensão é colossal; cinzento, porque sempre será pintado na cor cinza!

A partir dali, passei a fazer parte do seletíssimo time de ritmistas da mais famosa banda marcial que o Amapá já teve conhecimento. Aquele time possuía, além dos alunos acima citados, os decanos: Mazagão, Anselmo Ramos (Major), os irmãos Alex e Roberto Houat, Lourival Filho, o Palhinha, Róbson Sá, Zezinho da CEA, Zé Maria Oliveira e alguns que a memória traça planos pra que eu só lembre depois. Pra lá também tive o prazer de levar um tarolista de peso: o grande baterista Orlando Moreira, conhecido como Gogô. Ele, por seu turno, levou seu irmão Moreira. Sob a direção do Sr. Pedro Oldemir Barbosa, inspetor de alunos, pude experimentar, desde os ensaios, um misto de empenho, seriedade, honestidade, coleguismo, solidariedade, bom paternalismo, dentre outros sentimentos.

Durante minha estadia no CA, soube que gente da maestria de Aloísio Cantuária, Orivaldo Souza, o Cerol, Paulão do Atabaque, Jorge “Jujuba” Amaral, Alcione Cavalcante, Reinaldo Soeiro, etc. haviam ajudado a construir o nome da banda colossal. Os calouros, ao pegar num tambor, eram assim advertidos pelos mais experientes:

─ Cuidado, tu estás pegando no tambor que foi usado pelo Cerol. Não vai fazer vergonha!

Muita gente queria participar da banda do CA, mas nem todos tinham pendores artísticos. Ali só entrava quem fosse avaliado pelo mestre da banda, que, após um crivo de qualidade, decidia se o aluno participaria ou não do rol de ritmistas. Ele não admitia atrasos e só em casos devidamente justificados, dava outra chance ao faltoso, pois aquele trabalho era de total dedicação. Do contrário, a banda não manteria seu honroso nome e não arrancaria aplausos por onde passasse.

Nossos ensaios eram regados a muito humor e alegria. Quem era da banda, de certa forma, possuía prestígio junto aos demais colegas, posto que éramos nós que ditávamos o ritmo dos ensaios e desfile na semana da pátria. Se alguém saia da cadência, apressando o andamento da banda, o Mestre Pedro Oldemir proferia sua famosa frase:

─ Não açuléra, FDP!

Dia de ensaio era uma festa. Primeiro, porque driblávamos os inspetores Roxinho, Caranguejo e Abiguar. Depois, porque, após aquecermos as peles dos tambores com fogo de jornal, éramos convidados pelo Palhinha ou Major, a fazer roda de samba, em volume baixo, evitando despertar a fera do Mestre Pedro. A festa também tinha a ver com as aulas terminarem mais cedo. Naquele tempo de trânsito traquilo, saíamos pela cidade, marchando e tocando. Quando sabíamos que havia outra banda ensaiando, procurávamos nos “encontrar casualmente”. Ali era “trançada a caruçuda” de ritmos. E, como nossa equipe era mais experiente, sempre levávamos a melhor. Era como se houvesse um imaginário troféu em jogo, moldado em honra e vigor. O ápice dos ensaios e desfiles era dar a virada, comandada pelo “Pai da Malhada” (bumbo), principalmente fazendo o caracol. Errar a virada era uma vergonha sem par. Quem não acertava, levava um samba, que consistia em passar num corredor polonês e receber os “afagos” dos colegas.

Chamávamos de “Pai da Malhada” ao bumbo, primeiramente, por ser o maior tambor dentre todos e, em segundo lugar, porque, naquela época, os instrumentos de percussão que usávamos eram revestidos de couro de animal, principalmente de bovinos. Pouco tempo depois é que Macapá conheceu as peles de nílon.

A véspera de cada desfile era um caso a parte. Após todos serem afinados pelo chefe da colossal, o tambor que tocávamos nos era confiado, para guarda, vigilância e assepsia. Cada um queria que seu instrumento brilhasse mais que os dos outros. Os uniformes tinham que estar impecavelmente limpos e engomados (lembram disso?) e os sapatos e polainas nos trinques. O bom paternalismo de Mestre Pedro Barbosa, consistia em ser compreensivo com os problemas dos jovens e, nos casos de pobreza de membros da banda, providenciar, junto à direção, sem alarde, o uniforme do aluno. Isso pouca gente ficava sabendo. Eu mesmo fui beneficiado, em 1973, com a bondade de nosso Mestre.

Nos desfiles de 7 e 13 de setembro, ritmista porre era descartado. Houve um caso, em 1975, que Mestre Pedro, com um canivete, furou o tambor do cachaceiro, tamanha a raiva do Mestre pela irresponsabilidade do aluno. Quando a gente via alguém chegar “tocado pela mardita”, levávamos o indigitado à torneira atrás da escola. Alguém corria na casa do Major, que ficava próximo, para pegar um café amargo e enfiar no bucho do porre, ajudando-o a recuperar os sentidos. O Historiador Aloísio Cantuária, em documento recente, revelou o local da outra torneira muito usada em casos de embriaguês de ritmistas: ficava atrás da antiga Divisão de Educação.

Nas paradas escolares, cada aluno participante recebia um cartão, carimbado e assinado pelo diretor da escola. Aquele era o nosso passaporte para entrarmos no próximo dia de aula. Se alguém perdia o cartão, só ingressava na escola se algum professor atestasse ter visto o perdilhão no desfile.

E vinha o desfile. Peito pra frente, cabeça levantada e o alarido da multidão aplaudindo sua escola preferida e vaiando as outras. Aquilo nos dava um frio na barriga e um arrepio e tremor por todo o corpo. Ali, passo a passo, estávamos contando a história da nossa escola, a história musical da nossa vida estudantil. Aquelas emoções se encravaram em nossas vidas pra sempre. Quem viu, sabe.

Várias histórias estão bem vivas na cabeça do povo. Este é apenas um passeio de minha vida pelo Colégio Amapaense. Muitas pessoas que passaram por lá, como alunos, mestres e pessoal de apoio, certamente, contribuirão com a história educacional amapaense, com o peculiar orgulho de ter feito parte da família colossal.

Aqui, fica uma pergunta: Sabem agora quem é Pedro Oldemir Barbosa?

 

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