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Repiquete no Meio do Mundo

Um blog feito na esquina do Rio Amazonas com a Linha do Equador, no Amapá.

Amapá: um estado forjado na “dependência” da entropia

Alcilene Cavalcante em 09 de setembro de 2009

Por Raul Mareco *

Faz 187 anos que o então príncipe regente de Portugal D. Pedro, bradou, às margens do rio Ipiranga, dizem os historiadores, Independência ou morte! Desde então, o Brasil se livrou dos domínios monárquicos de além-mar e começou a construir sua própria identidade nacional, e mesmo aos trancos e solavancos seculares, vai salvaguardando sua história e seu povo.

No dicionário Houaiss, encontrei uma acepção a qual considero a mais relevante no significado da palavra independência: condição material capaz de ensejar uma existência agradável; bem-estar, fortuna, prosperidade. Direcionando o foco para o Amapá, estado que completará 21 anos no próximo 05 de outubro, me ocorre uma análise em que “bem-estar”, “fortuna” e “prosperidade”, não produzem qualquer traço de ressonância entre o povo tucuju.

Para elucidação, é preciso escrever-lhes um parágrafo à parte sobre uma ciência que foi caracterizada pelo matemático estadunidense Norbert Wiener (1894-1964) na década de 40, a qual foi utilizada para definir e explicar o processo de retroalimentação, ou o famoso feedback, ação existente tanto nos sistemas da robótica quanto nos psicossociais.

A Cibernética propõe o estudo sobre o retorno dos efeitos gerados por suas causas, algo como o fim justifica o início. O feedback é contextualizado por Wainer como um retorno positivo das ações mecânicas, no que diz respeito à robótica, e das ações sociais dos sujeitos, em relação à psicologia e à sociologia.

Portanto, afirmo-lhes que em todos os níveis de análise científica há uma constante “batalha” para se conquistar a ordem, a sinergia; pelo contrário, prevalecerá a entropia, ou o caos desenfreado que obstrui o desenvolvimento de quaisquer sistemas e sociedades. Assim o é no nosso querido Amapá, como alguns acontecimentos que cito abaixo.

Vivemos em um estado onde pseudo-cidadãos, animais irracionais, sem qualquer resquício de educação, assassinam seus pares em um trânsito desorganizado, onde cada buraco no asfalto produzido pelo tempo se transforma na própria cova sem lápide de pessoas inocentes. Em pleno século XXI, somos vítimas de uma pífia inclusão digital onde a nossa Internet “banda lenta” ajuda a naufragar o desenvolvimento de um estado que ainda se sustenta como promissor.

Estamos situados em uma região cobiçada pelo planeta e mesmo assim nossos governantes ainda não descobriram que, por sermos amazônidas, possuímos uma vasta cadeia de biodiversidade, a qual remete ao turismo, e que, por conseguinte, aqueceria a economia amapaense.

Não sabemos a que horas poderemos usufruir de água tratada, o que é um direito incomensurável do ser humano, pois o governo parece nunca solucionar os problemas da estatal Caesa, praticamente falida. É uma tremenda ironia que Macapá é a única capital banhada pelo grandioso Rio Amazonas, e a água nos falta nas torneiras.

Por falar em falência e má qualidade, a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), praticamente federalizada por conta dos rombos administrativos, está para nos fazer crer que voltaremos à época das lamparinas. E o que dizer de nossa cultura, tão diversa e ao mesmo tempo diminuída pelo amadorismo governamental imposto à nossa música, ao teatro, às artes plásticas, entre outros. Praticamente nada se produz culturalmente, e quando há, as pessoas não são devidamente incentivadas a procurar sequer um produto cultural que se distancia da maldosa Indústria Cultural.

Infelizmente, há tantas outras problemáticas a citar que, se Norbert Wiener estivesse vivo, desistiria de encontrar uma reorganização identitária no Amapá devido a tanto caos que estamos vivenciando há anos. É uma verdadeira “Era das Trevas”, compartilhada por políticos inescrupulosos (termo não generalista) que apenas almejam a troca de interesses particulares, comprando a consciência dos desvalidos e re-implantando a prática coronelista que prioriza a ignorância do povo.

Porém, é bom salientar que o Amapá é diametralmente superior a todos estes processos entrópicos acumulados, portanto, é dever de cada amapaense realizar uma reflexão crítica a respeito dos desmandos que vêm nos tirando o “bem estar”, a “fortuna” e a “prosperidade”, os significados reais de independência e re-ordenamento social.

É dever de cada cidadão não aceitar a dependência sistemática e contagiosa engendrada pelo governo, dependência nociva que causa práticas costumeiras e não-críticas sobre o papel dos governantes no comando do Amapá. É dever nosso mostrar aos governantes que eles é quem devem temer o povo, e não o contrário. É preciso reconstruir uma causa revolucionária que definitivamente promulgue nossa verdadeira Independência ou morte, bem ali, às margens do majestoso Amazonas.

*Gostaria de dedicar este artigo à jornalista, poetisa e blogueira Alcinéa Cavalcante, destaque da revista Época, quem sempre escreve com feedback positivo em prol dos amapaenses e na luta contra os desmandos.

*Raul Mareco, 31, é jornalista diplomado, especialista em assessoria de imprensa e articulista.

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Presidente da Comissão de Obras Quer Periciar Adutora Da CAESA

Alcilene Cavalcante em 08 de setembro de 2009

O deputado Ruy Smith, presidente da Comissão de Transporte e Obras Públicas da Assembléia Legislativa diz que elucidará a questão que envolve a corrosão dos tubos de uma adutora da CAESA, a qual o governo atual aponta como a principal causadora de falta de água na cidade de Macapá, alegando que a estrutura é feita em tubos de aço de má qualidade, assentados pelos governos anteriores, que “enferrujaram” em tempo recorde.

De um lado, o próprio governador Waldez e sua assessoria de comunicação têm propalado que o problema da falta generalizada de água na cidade tem origem na má qualidade dos materiais empregados em gestões anteriores; de outro lado, o deputado Camilo Capiberibe aponta a má gestão do governo atual e a instrumentalização política da CAESA como a principal fonte do sumiço do líquido das torneiras dos macapaenses.

Ruy Smith, que é engenheiro mecânico, argumentando que a ciência não admite sofismas, diz que encontrará as razões pelas quais houve o colapso da adutora, pivô do embate. Segundo o próprio, é difícil que os tubos da adutora tenham falhado por corrosão devido à má qualidade do aço empregado. É comum o uso de tubos de aço nas adutoras; esse material possui vantagens e desvantagens em relação aos demais, como ferro fundido, concreto e outros, e sua escolha depende dos dados técnicos e econômicos do projeto, mas não há qualquer base científica na alegação de que a adutora falhou simplesmente porque o aço era de má qualidade, argumenta o engenheiro.

Explicando que a corrosão da adutora pode ter sido causada por diversos fatores, se é que o problema realmente existe, Smith diz que só uma perícia técnica informará a real causa da corrosão. Pode ser corrosão que se propagou do interior para o exterior das paredes dos tubos, e isso pode ser ocasionado por conjugação de fenômenos, como corrosão com erosão, cavitação ou turbulência da água, e esses fenômenos são pouco influenciados pelos tipos de materiais comumente usados; se o contrário, pode ter havido falha ou ausência da proteção catódica, necessária em adutoras de aço, o que se verifica na análise dos anodos de sacrifício que são instalados e, ainda, se for esse o método de proteção contra a corrosão, pela presença ou não de corrente contínua nos padrões do projeto.De todo modo, apenas a perícia técnica dirá o que queremos saber, e tudo o mais é especulação; sequer sabemos se realmente há algum problema com a citada adutora, comenta o presidente da CTO.

Também integrante da diminuta bancada de oposição ao governo,o deputado  não vê incompatibilidade entre a posição política assumida e a tarefa que pretende cumprir. Vamos sempre exercitar a engenharia na Comissão de Transportes e Obras, como temos feito até então, mas obviamente com a postura de fiscais que somos. Nessa empreitada, para afastar qualquer dúvida da lisura da perícia, vamos convidar técnicos representantes do CREA, da Associação de engenheiros mecânicos, do Ministério Público Estadual e da Politec. Já que o atual governo diz não ter culpa no cartório, que ele busque fornecer ou facilitar o acesso a todos os elementos de análise, como projeto, dado técnicos, corpos de prova e apoio operacional da CAESA, finaliza Smith.

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Pesar

Alcilene Cavalcante em 08 de setembro de 2009

O blog registra com pesar o falecimento, por afogamento, do jovem Leonardo Torres, filho dos amigos Sérgio e Anete Torres.

Fico sem palavras pra falar qualquer coisa. Só soube dessa triste notícia ontem a noite(domingo), quando Leonardo já havia sido enterrado.

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A Matéria da Revista Época

Alcilene Cavalcante em 07 de setembro de 2009

No domingo a revista esgotou na Banca do Dorimar.

Mais eis aqui as páginas da revista que falam de Alcinéa, minha irmã que adoro e admiro

As novas redes da Amazônia

Com o dedo no teclado e uma conexão (bem) ruim, os blogueiros do Norte são protagonistas da mais nova saga da integração amazônica

ELIANE BRUM

A DEVEDORA DO SARNEY

Alcinéa Cavalcante
Endereço do blog: www.alcinea.com
A blogueira enfrenta uma das piores conexões do país para levar as notícias do Amapá ao restante do Brasil. Por sua atuação na campanha de 2006, foi processada mais de 20 vezes por José Sarney

Alcinéa Cavalcante tem um automóvel Ka 2003, um laptop, uma linha telefônica convencional, um celular, algumas dezenas de livros de poesia, roseiras de cores variadas, dois cachorros vira-latas que não param de latir e uma mangueira na casa que herdou, mas ainda não está em seu nome. A cada ano, ela recebe uma notificação da Justiça que deixaria a maioria dos brasileiros com dor de estômago, suor frio, tremedeira. É a dívida de Alcinéa com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB): segundo ela, mais de R$ 2 milhões, com juros e multas. E aumentando.

Explica-se: na eleição de 2006, quando Sarney se reelegeu senador pelo Amapá com menos folga que nas anteriores, ele processou a blogueira mais de 20 vezes. Sarney considerou abusivos posts e comentários de leitores. Num deles, enviado a ÉPOCA pelo advogado de Sarney, um leitor dizia: “Temos de mandar esse xibungo pro Maranhão, somente assim faremos justiça àquela população pilhada há anos por uma família de jagunços que se utilizam dos métodos mais desprezíveis para combater qualquer um que cruze o caminho desses viciados em corrupção”.

Alcinéa conta que ficou bem nervosa nas primeiras notificações. Não tinha advogado nem sabia o que fazer. Nos dias seguintes, passou a receber até três notificações de cada vez, e o oficial de Justiça já tomava cafezinho na casa dela. Alcinéa entregou a Deus. “Se eu devesse R$ 10, 12 mil, não dormiria, porque é um valor que, parcelando, dá para pagar”, diz ela. “Mas mais de R$ 2 milhões?”

Aos 53 anos, ela é a matriarca da blogosfera do Amapá, reverenciada pelos mais jovens nos encontros ao vivo dos “blogueiros do Meio do Mundo”, na cafeteria Tom Marrom. É a dona ainda do “quintal mais bem informado de Macapá”. Pelo seu portão passa uma romaria de gente, da cultura à política. Não é Alcinéa quem vai até suas fontes, mas suas fontes que vão a ela. Debaixo de uma mangueira, ela recebe informações e bloga. Só vai à rua em busca da notícia quando pressente – ou é informada por uma fonte fiel – que a Polícia Federal se prepara para uma operação. Alcinéa passa noites inteiras de campana, para pegar a PF em flagrante. Quando consegue, o blog chega a 3 mil leitores por dia.

Alcinéa só reduz a produção do blog uma vez por ano, no Carnaval – ela adora um ziriguidum, um telecoteco. Filha de um poeta que fez história em Macapá, Alcy Araújo, e de uma professora, Alcinéa escreveu a primeira poesia aos 10 anos. Tornou-se repórter de rádio aos 13. Trabalhou em rádio, TV e jornal por quase toda a vida, mas formou-se mesmo em mecânica. Dividiu as manchetes na imprensa com o ensino sobre motores de avião, carros e navios. É funcionária federal há 31 anos, 15 deles em sala de aula. Afirma não ter partido. “Fui filiada ao PT, depois me desfiliei”, diz. “Às vezes, dou R$ 50 ao PSTU.”

Quando leu um artigo sobre a internet, no início dos anos 90, Alcinéa e o único filho não sossegaram até acessar a rede por um portal de São Paulo. Pagavam interurbano. Iniciou sua aventura no mundo virtual, onde chegou a manter uma agência de notícias. Na eleição de 2004, criou o blog. E começou a mudar a relação de forças no Amapá. “A imprensa daqui depende muito dos recursos públicos, não denuncia nada que contrarie os interesses de quem está no poder”, diz. “Os blogs furam esse bloqueio. E as notícias vão para o mundo.”

O blog de Alcinéa costuma ter brincadeiras interativas com o leitor. Em agosto de 2006, com o título de “O adesivo perfeito”, a proposta era a seguinte: “Mande fazer um adesivo com a seguinte frase: ‘O carro que mais combina comigo é o camburão da polícia’. E bote na picape daquele candidato”. Os leitores responderam com os candidatos mais variados. Um deles manifestou-se dizendo que era “um adesivo perfeito para o Sarney”. No dia seguinte, Sarney entrou com uma ação pedindo indenização e a retirada do blog do ar. Alcinéa não recuou. Postou no blog a foto de um muro da cidade, onde estava pichado “Xô, Sarney!”. Mais uma ação.

Os blogs políticos deverão crescer na Amazônia,
estimulados pelas eleições de 2010

O advogado de Sarney, Fernando Aurélio de Azevedo Aquino, é funcionário do Senado desde 1992 e hoje ocupa um posto de “assistente técnico” no gabinete do senador Gilvam Borges (PMDB), afilhado político de Sarney. Procurado por ÉPOCA, Aquino afirmou que “estava de férias” quando foi advogado da Coligação União pelo Amapá, pela qual concorria Sarney. “Não obstante a senhora Alcinéa busque apresentar-se como vítima, é preciso dizer que não foi”, disse Aquino, por escrito. “Não se tratava de representações contra a divulgação de matéria ou mesmo de opinião, mas contra publicação de agressões gratuitas e até de baixo calão.” Procurado por ÉPOCA, Sarney afirmou, por meio de sua assessoria, que considerava as respostas enviadas por Aquino satisfatórias.

O UOL, que hospedava o blog de Alcinéa, tirou-o do ar. Assim como foi retirado o blog de sua irmã, Alcilene Cavalcante. Alcinéa hospedou-se então no Blogger, a ferramenta de blogs do Google. Ao contrário de sites como o UOL, o Google não se responsabiliza – e não pode ser responsabilizado legalmente – pelo conteúdo dos blogs que abriga.

Alcinéa continuou postando. E Sarney processando. Quando ela colocou no ar a letra da canção de Chico Buarque, “Apesar de você”, Sarney processou. Ela colocou então a música em notas de violão. Depois de ter vencido a eleição, Sarney ainda processou Alcinéa mais uma vez. “Todo mundo sempre disse sim ao Sarney, e de repente alguém disse não. Ele não está acostumado a ser peitado”, diz Alcinéa.

A blogosfera reagiu ao que considerou “censura” e “abuso de poder”. A expressão “xozando”, derivada do Xô, Sarney, tornou-se popular. Mais de 50 mil blogs e sites “xozaram” no Brasil e fora dele. Em sua pesquisa, Malini detectou que o episódio Sarney deixou uma marca na blogosfera do Amapá. “Os blogueiros vivem um processo de autocensura, os posts se tornaram mais velados”, diz. Na França, Alcinéa ganhou o prêmio Repórteres Sem Fronteiras, pelo blog brasileiro que mais defende a liberdade de expressão.

Em menos de dois meses, ela recebeu mais de 20 notificações da Justiça. No Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, Alcinéa perdeu a maioria delas. Depois, diz ela, seu advogado perdeu prazos nos recursos. “Por causa de matérias que fiz como jornalista, um pistoleiro já foi contratado para me matar, já dispararam tiro contra a minha casa. Mas o que o Sarney fez comigo é mais indefensável”, diz Alcinéa. “Muitas portas se fecharam, e meu filho não consegue emprego.” Na época, Alcinéa postou: “Recadinho para os velhos ranzinzas e ditadores: enquanto vocês gastam seus dias procurando motivos para me processar, eu uso meus dias para ser feliz”.

Quando se conhece Alcinéa ao vivo, a afirmação parece bem perto da verdade. Ela tem tantos amigos e o quintal é tão frequentado que dá vontade de raptá-la para a entrevista. Sua tensão só é exibida ao fumar um cigarro atrás do outro. Alcinéa tem jeito manso e se ilumina toda quando sorri. No fundo de seus olhos, porém, mora um brilho de gente boa de briga. “Eu achava que só aqui no Amapá tinham medo do Sarney”, diz. “Descobri nessa crise do Senado que metade do Congresso é patife e a outra metade é frouxa. Um por cento deve dar para respeitar.” Fotografa uma rosa do jardim e oferece aos leitores virtuais. Mais tarde vai ao templo da Igreja Messiânica Mundial do Brasil para rezar: “Peço a Deus que descongele o coração do Sarney”.

Para ler a matéria completa clique aqui

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Fona de Novo

Alcilene Cavalcante em 07 de setembro de 2009

Internet Banda Larga já chegou em Roraima, que era o outro estado do Brasil, que como o Amapá, reclamava por ter internet ruim.

Pois em Roraima já chegou, via parceria entre a Oi e a Eletronorte, através de um Acordo de Integração Fronteiriça entre o Brasil e a Venezuela.

Somos Fona de novo

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Cho-quei

Alcilene Cavalcante em 07 de setembro de 2009

Como eu já disse aqui, em quase tudo no governo fala-se que o foco é turismo. Acho que a Secretaria de Turismo vem se esforçando para realizar um bom trabalho, mas a infra tem andado pra trás.

Cho-quei com a informação de que faltou energia no município de Porto Grande, em pleno Festival do Abacaxi e no município de Ferreira Gomes, onde estava sendo realizado o Projeto Pixinguinha.

Falei com um gestor no domingo, que foi ao Festival do Abacaxi, e me disse que o Festival, que era pra ser um evento turístico, foi marcado pela desorganização, cachaçada e falta de energia.

É a treva.

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Estação Conexão

Alcilene Cavalcante em 07 de setembro de 2009

Recebi e agradeço convite da Escola Conexão Aquarela para participar do lançamento da rádio escolar Estação Conexão 89,9FM.

A rádio será feita para e pelos alunos da escola, com o objetivo de estimulá-los a produção de textos e aprofundamento em informação e cultura.

Que iniciativa bacana.

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Blogs do Amapá e da Amazônia na Revista Época

Alcilene Cavalcante em 05 de setembro de 2009

Materaço da Premiada jornalista Eliane Brum mostra ao Brasil um pouco da blogosfera amazônica.

A jornalista amapaense Alcinéa Cavalcante é tratada com grande destaque na revista, com um belo e poético perfil. O jornalista e blogueiro, Altino Machado, do Acre também está em destaque na revista.

Leia em www.alcinea.com

Alcinea-Epoca1

As novas redes da Amazônia

Eliane Brum

Com o dedo no teclado e uma conexão (bem) ruim, os blogueiros do Norte são protagonistas da mais nova saga da integração amazônica

Eles venceram onde projetos de sucessivos governos fracassaram ao longo da história do Brasil. Sem sair de casa, com um computador e uma conexão de internet tão ruim que é conhecida por “ciponet” ou “interlerda”, homens e mulheres de idades variadas vêm conseguindo integrar a Amazônia às demais regiões do Brasil – e ao mundo. Um número cada vez maior de blogueiros tem usado a rede para contar histórias de uma terra que, pela distância, muitas vezes só virava notícia quando era tarde demais. Denunciam desmatamentos, filosofam sobre o cotidiano, fazem literatura, discutem religião, aproximam geografias. Ao botar uma lupa sobre seu quintal, tornam-se cidadãos do mundo. Sua ação transforma o modo de olhar para a Amazônia – e também a forma como a Amazônia olha para as muitas partes de si mesma.

Matéria completa aqui

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Da Coluna do Ancelmo Góes, em O Globo, sobre o blog do Lula

Alcilene Cavalcante em 04 de setembro de 2009

Desinterativo

Sem comentários

O tal Blog do Planalto é bonitinho mas… ordinário. A Web 2.0, era da interatividade na rede de computadores, é notícia velha, mas o diário eletrônico do poder, inaugurado ontem, não tem espaço para comentários (ou está totalmente escondido), como documenta o noticiário de hoje.

Tem de botar a cara, assim como faz todo mundo na internet – inclusive, orgulhosamente, o site da turma da coluna.

É o caso de lembrar à galera de Brasília: não sabe brincar, não desce pro play.

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Top Five

Alcilene Cavalcante em 03 de setembro de 2009

Ouvi no rádio alguém da Caesa justificando o grave problema de falta de água em Macapá, capital do estado do Amapá, cidade banhada pelo rio Amazonas e onde ocorre o fenômeno da pororoca.

Pela justificativa, concluí, eu, a blogueira que vos escreve, que fatos totalmente inusitados e imprevisíveis aconteceram. Tão imprevisíveis, que impediram que a gestão governamental se planejasse para tais fatos.

Veja alguns dos motivos, segundo a Caesa, para estar faltando água, e as minhas observações.

A população aumentou – Ninguém nunca imaginou que uma coisa dessas pudesse acontecer.

A população desperdiça água – Que tal uma campanha educativa, naquele horário da propaganda do Governo?

E o mais imprevisível de todos.

É verão – Talvez isso nunca tenha acontecido antes.

Digno de Top five no CQC.

Ê mundão de água.

Ê mundão de água.

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Projeto Pixinguinha: mistura de ritmos e influências no palco do Bacabeiras

Alcilene Cavalcante em 03 de setembro de 2009

Pinxinguinha

O Amapá recebe os artistas que irão participar do Projeto Pixinguinha (Funarte), que este ano vai lançar dois CDs de artistas amapaenses. Patrícia Bastos lança “Eu Sou Caboca” e Joãozinho Gomes e Enrico Di Miceli “Amazônica Elegância”.

O grupo gaúcho Voz, Nilson Chaves, do Pará, os paulistanos Celso Viáfora e Dante Ozzetti e a carioca Leci Brandão fizeram na quarta (02) o último ensaio com a banda base que mistura músicos amapaenses com artistas consagrados  do Pará. O percussionista amapaense Nena Silva, mestre em caixas de marabaixo e tambores de batuque e Paulinho Bastos irão mesclar seus talentos com o Trio Manari, grupo paraense que percorre o Brasil e o mundo mostrando sua arte com tambores e outros instrumentos de percussão. Os shows têm direção artística de Nilson Chaves.

Os profissionais dos metais Pires e Eliseu, do Amapá, recebem um reforço também do Pará, Esdras de Souza, que toca vários instrumentos de sopro. O diretor musical também veio do Pará, Adalbert Carneiro, que vai somar nas cordas (contrabaixo) com Alan Gomes e Fabinho, aqui da terra. Os teclados ficam por conta de Edgar Matos, de Belém.

Os artistas convidados sobem ao palco para interpretar músicas em parceria com Patrícia Bastos, Enrico e Joãozinho e também cantam músicas de seus trabalhos independentes. O show em Macapá será hoje, quinta-feira, 3, no Teatro das Bacabeiras e no sábado, 5, às margens do rio Araguari, no município de Ferreira Gomes, a uma hora e meia da capital.

Na cidade turística a apresentação contará com a participação especial de Dante Ozzetti, Celso Viáfora e Nilson Chaves, além da banda base que irá completa. Os proprietários de pousadas já estão recebendo muitos pedidos de reservas de turistas que irão assistir ao show e aproveitar o fim de semana prolongado por causa do feriado de 7 de setembro.

Ferreira Gomes é um município vizinho a outro cenário turístico, Porto Grande, que no mesmo final de semana promoverá o tradicional Festival do Abacaxi. O show do Pixinguinha em Ferreira Gomes será na pousada Maramalde, 20:30 e assim como em Macapá  a entrada será franca.

Serviço

Pousadas em Ferreira Gomes

Maramalde – 3326-1510 / 9141-0632

Buriti – 3326-1413 / 9971-7424

Tucumã – 3326-1325 / 9974-7576

Thassos – 3326-1250

Arte e Sabor – 3326-1419

Mariléia Maciel e Márcia Corrêa

Assessoria de Comunicação – Bacabeira Produções

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PED do PT e disputa por cargos na Prefeitura de Santana vão parar na Polícia

Alcilene Cavalcante em 03 de setembro de 2009

PED do PT e disputa por cargos na Prefeitura de Santana deram em socos e polícia, na terça-feira. O vereador Zé Roberto, líder do governo Nogueira na Câmara de Vereadores, deu dois socos em Heverson Castro, além de ofender o presidente do Diretório Municipal de Santana, Amiraldo. Os dois registraram queixa na polícia, por agressão física e verbal.

Veja nota do Heverson Castro.

Nota pública à imprensa e a militância petista

Sobre a agressão física do vereador Zé Roberto à minha pessoa e sua entrevista em uma rádio local hoje.

Quero me pronunciar sobre a entrevista cedida pelo vereador Zé Roberto, que é membro da executiva do PT de Santana, hoje pela manhã, em um programa local, da rádio 92,3 FM. Nessa entrevista o senhor Zé Roberto tentou justificar a sua agressão física à mim, como algo que é fruto de divergências políticas, na verdade tentou explicar algo injustificável. No mesmo programa ele me agrediu moralmente, colocando questões que só dizem respeito a minha vida pessoal e familiar. Fato lamentável vindo de um representante do povo e que jurou defender nossas leis.

O fato da agressão física, que aconteceu dentro da sede do PT, logo depois de uma reunião da executiva municipal, da qual não faço parte, apenas sou membro do Diretório Municipal, se deu por conta de assuntos referentes a composição do governo municipal e o cumprimento de uma resolução aprovada pelo PT, que estava sendo descumprida, algo que envolvia o vereador citado e agressor.

Vejo que o desequilíbrio emocional do parlamentar não condiz com o que nós sempre defendemos dentro do PT. Nosso Programa Partidário, Estatuto e Código de Ética não compactuam com posturas agressivas e autoritárias.

Sempre iremos combater qualquer tipo de violência, seja física, social ou psicológica. Aprendemos a resolver nossas divergências internas no debate político fraterno e solidário, sem recorrer a violência física ou verbal, algo que o vereador Zé Roberto não respeita dentro das fileiras do partido, o que só mancha a nossa história de partido combatente da repressão e da ditadura, defensor da democracia e das liberdades democráticas e individuais.

Fui agredido fisicamente e verbalmente pelo vereador Zé Roberto. Não revidei, e fiz o que aprendi com os ensinamentos filosóficos Gandhianos, pois a maior arma para combater a violência é a não-violência. A nossa arma é o pacifismo, e se for possível dar a outra face, como nós ensinou nosso mestre sempre darei sem revidar com violência.

Tenho certeza que a história de luta do PT e a minha história de vida é muito maior do que qualquer destempero ou postura isolada de um parlamentar e filiado do PT.

Não guardo ódio e rancor em meu coração, mas a partir do momento que as questões políticas deixam de ser divergências e disputas internas, passando a ser alvo de violência física e verbal, tenho certeza que devo procurar meus direitos constitucionais de cidadão, e isso estou fazendo.

Isso eu já faço cotidianamente, luto para construir uma sociedade mais justa e igualitária. É lutando e não mudando de lado, não se rendendo às benesses do poder que um dia iremos construir um mundo melhor, sem violência, com respeito, paz e socialista.

Endurecer sem perder a ternura jamais!” (Che Guevara)

Heverson Castro – membro do Diretório Municipal do PT de Santana.

Nota do Repiquete: O blog deixa o espaço a disposição do vereador Zé Roberto, se quiser também mandar sua versão para a agressão.

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