Repiquete no Meio do Mundo

Um blog feito na esquina do Rio Amazonas com a Linha do Equador, no Amapá.

TRE-AP homenageia juiz Cassius Clay

Alcilene Cavalcante em 20 de novembro de 2014

O juiz substituto Cassius Clay deixou o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), onde atuou como magistrado substituto na vaga de jurista no biênio 2012/2014, no último dia 11, mas foi homenageado pelo colegiado do TRE em Sessão realizada nesta quarta-feira (19). Por conta dos serviços prestados à Justiça Eleitoral, o advogado teve a atuação enaltecida pelos juízes membros do TRE.

Cassius com o pres. do TRE, Raimundo Vales

Cassius com o pres. do TRE, Raimundo Vales

Segunda edição do projeto Ocularis reúne novos apaixonados pelo mundo das imagens

Alcilene Cavalcante em 20 de novembro de 2014

O projeto Ocularis, que surgiu em junho deste ano, com a proposta de uma edição virtual, segue para a 2º edição e reúne imagens distribuídas em: fotografia, colagens e desenhos.

Participam desta 2ª edição, amapaenses, santanenses e paraenses, que buscam por meio das imagens, mostrar um pouco do próprio mundo em cores, preto e branco com um lápis ou usando a criatividade para nos mostrar as particularidades de cada um. São eles: Denise Sá (PA); Johnny Santos (AP); Jorge Paulino (AP); Karina Martins (PA); Paola B Silva (PA); Pollyana Stockman (AP); Suane Souza (AP) e Rafaela Sena (AP).

Nossa intenção é compartilhar mundos particulares e expandir cada vez mais, para que estes talentos da fotografia, pintura, desenho, colagem ou ilustração, sejam reconhecidos, e que possamos apreciar e mergulhar de cabeça no encantamento que é a arte de captar realidades e sonhos pelas imagens.

Confira a 2ª edição do projeto

Para quem quiser conhecer a 1ª edição: http://issuu.com/camilakarina/docs/ocularis

Por Camila K. Ferreira

Semana da Consciência Negra: Banzeiro do Brilho-de-Fogo no primeiro dia de evento

Alcilene Cavalcante em 20 de novembro de 2014

UNA-crianças do laguinho na missa

O mês dedicado à memória da luta de Zumbi dos Palmares será festejado no Amapá com a tradicional programação no Centro de Cultura Negra do Amapá (CCNA), que é a Semana da Consciência  Negra, onde consta a atração principal, o Encontro dos Tambores. Durante cinco dias, comunidades negras da capital e de outros municípios, estarão se apresentando e confraternizando no bairro do Laguinho, onde mostram suas danças e tradições afro-religiosas. Este ano os batuqueiros do Projeto Banzeiro do Brilho-de-Fogo entram como destaque e tomam conta do anfiteatro, com mais de 70 participantes.

29 anos de conscientização negra no Amapá

A primeira Semana da Consciência Negra foi realizada em 1985, com uma festa para o Grupo Pilão, que completava dez anos. Com o reconhecimento dos fatos históricos e valorização da cultura afrodescendente no Amapá, a programação passou a ser enriquecida com a participação de manifestações culturais e religiosas de raízes africanas, como capoeira, samba, candomblé, umbanda, tambor de mina, entre outros. Em 1996 a União dos Negros do Amapá (UNA) foi criada, e assumiu a Semana de festejos, e com a inauguração do CCNA, a programação ganhou um espaço legítimo.

Encontros de tradição e fé

O Encontro dos Tambores entrou na programação há 19 anos, e junto com a Missa dos Quilombos, se tornou o grande atrativo do evento. O Encontro reúne comunidades que mantém as danças tradicionais do Amapá, como marabaixo, batuque, zimba e sairé, e ainda o tambor de crioula, trazido do Maranhão e que é dançada em alguns municípios. A Missa dos Quilombos é celebrada com sacerdotes da igreja católica e de religiões de matriz africana, com seus rituais característicos e muitos cânticos ritmados com percussão.

O Banzeiro do Brilho-de-Fogo

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Este ano a Semana da Consciência Negra tem um diferencial, que é a participação dos batuqueiros do Banzeiro do Brilho-de-Fogo, um projeto de inclusão social e cultural, realizado por músicos e fazedores de cultura, e apoiado pela Prefeitura de Macapá (PMM). Desde o primeiro semestre deste ano capacita crianças, jovens, adultos e idosos, de toda Macapá, na arte de confeccionar e tocar instrumentos de percussão. É a primeira apresentação para um grande público, dos integrantes, que estarão mostrando o resultado do trabalho de resgate e valorização da cultura amapaense. É uma preparação para o Cortejo que sai em dezembro pelas ruas de Macapá.

A programação inicia no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, e encerra dia 25. Com a necessidade de reduzir custos, somente o Encontro dos Tambores entrou na programação, os 48 grupos das comunidades se apresentam no anfiteatro do CCNA. A Missa dos Quilombos abre a programação no primeiro dia, às 20h, e logo depois o Banzeiro do Brilho-de-Fogo faz sua participação com músicas regionais marcadas por tambores e metais.

Texto e Fotos: Mariléia Maciel

CNJ afasta desembargador do Amapá

Alcilene Cavalcante em 18 de novembro de 2014

Em decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça abriu procedimento administrativo disciplinar e afastou nesta terça-feira (18) o magistrado Constantino Augusto Tork Brahuna dos cargos de corregedor-geral e desembargador do Tribunal de Justiça do Amapá.

Leia mais no Portal da Folha de São Paulo http://blogdofred.blogfolha.uol.com.br/2014/11/18/cnj-afasta-corregedor-do-tj-do-amapa/

 

Faleceu o pioneiro Casimiro Fernandes

Alcilene Cavalcante em 18 de novembro de 2014

Faleceu na manhã desta terça-feira, o pioneiro e funcionário aposentado do Território Federal do Amapá, Casimiro Fernandes.

Seu Casimiro chegou no Amapá na década de 40 e ocupou relevantes cargos na administração pública. Era casado com D. Margarida Fernandes, pai do médico Heveraldo Fernandes, da professora dra Cláudia Chelala, de Isabela, Leila e outros filhos dos quais não recordo o nome.

O velório do seu Casimiro acontece na Capela Santa Rita, próxima ao hospital São Camilo e seu sepultamento ocorre na manhã desta quarta-feira, 19.11.

Seu Casimiro com a esposa Margarida

Seu Casimiro com a esposa Margarida

 

Para que já tá feio

Alcilene Cavalcante em 18 de novembro de 2014

Derrotado novamente nas últimas eleições, Gilvan Borges já tenta de novo a tática do “tapetão” contra o senador eleito Davi Alcolumbre, como fez quando perdeu a eleição para João Alberto Capiberibe em 2002.

A coligação, “A Força do Povo” (PMDB, PDT, PP), de Gilvan, ingressou com ação na Justiça Eleitoral acusando a campanha de Davi Alcolumbre (DEM) de ter maquiado a prestação de contas entregue ao TRE, com notas frias.

A última vez que Gilvan venceu uma eleição nas urnas foi em 1994. Em 2002, Gilvan perdeu para Capi e seu partido entrou com uma ação acusando Capi de comprar voto. Capi não deu a devida atenção à armação e quando se deu conta estava sendo cassado. Gilvan ficou com o mandato de Capi. Que venceu novamente Gilvan nas urnas, nas eleições de 2010.

A assessoria de Davi nega as acusações e acusa Gilvan de não aceitar a vontade do povo.

Davi está atento à repetição da estratégia. O Brasil de hoje é muito diferente do Brasil de 2004. E Sarney não terá mandato em 2015.

Sobre cassações, o ex-ministro Francisco Rezek, que foi presidente do TSE, deu fortes declarações ao site Consultor Jurídico.

Ele declarou que o ex-governador do Maranhão, Jackson Lago, sucumbiu diante do trator que é a oligarquia Sarney; “Não me lembro de nenhum erro tão clamoroso” disse Rezek; O ex-ministro disse ainda que pretende escrever sobre o episódio.

“A maior decepção que a Justiça Eleitoral me causou foi quando o Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato já, então exercido pela metade, do doutor Jackson Lago, governador do Maranhão, para oferecê-lo numa bandeja à doutora Roseana Sarney” afirmou Rezek ao Consultor Jurídico.

Corre

Alcilene Cavalcante em 18 de novembro de 2014

Já estão abertas as inscrições para a IV Corrida do MP

Inscrições aqui http://www.chiptiming.com.br/eventos/corridaministeriopublico

Promotor Flávio Cavalcante, Procuradora Clara Banha e Coronel Carlos, na I Corrida.

Corrida

 

Michel JK é homenageado por procuradores do Estado do Amapá

Alcilene Cavalcante em 18 de novembro de 2014

Durante o 3º Congresso de Advocacia Pública do Amapá realizado pela Procuradoria do Estado do Amapá (PGE), nos dias 11, 12, e 13 de novembro – o deputado estadual Michel JK (PSDB) foi homenageado.

A medalha de mérito do setentrião concedida ao parlamentar foi aprovada por unanimidade pelos procuradores em razão da sua dedicação ao longo da legislatura 2011/2014, ajudando no fortalecimento das prerrogativas constitucionais dos procuradores e na aprovação da Lei Complementar nº 082.

Belém Belém

Alcilene Cavalcante em 18 de novembro de 2014

Coreto da Praça da República

O

Repiquete é Memória

Alcilene Cavalcante em 18 de novembro de 2014

Vereador Júlio Pereira discursando e sendo ouvido por outros vereadores.

1978 Julio Pereira e Vereadores de Macapá

Randolfe na Veja

Alcilene Cavalcante em 17 de novembro de 2014

Senador Randolfe Rodrigues foi isolado e atacado internamente no PSOL por montar uma aliança com o DEM para derrotar o grupo de José Sarney no Amapá: ‘Muitos partidos de esquerda não compreendem a realidade existente nos estados mais periféricos do país’

Gabriel Castro, de Brasília
O senador Randolfe Rodrigues

PSOL NO DIVÃ – O senador Randolfe Rodrigues: ‘Uma coisa que admiro na esquerda é a capacidade de autocrítica. Eu queria que o meu partido exercitasse mais essa capacidade’. (Moreira Mariz/Agência Senado/VEJA)

Dos integrantes do PSOL, o senador Randolfe Rodrigues (AP) ocupa o cargo mais alto: ele é o único senador do partido. Paradoxalmente, está isolado dentro da sigla. Uma das razões foi seu apoio a um candidato do DEM ao Senado na reta final das eleições, numa articulação bem-sucedida para derrotar o grupo de José Sarney. Deu certo. Mas, agora, Randolfe não sabe se tem futuro na sigla. Em entrevista ao site de VEJA, ele aponta erros na condução do PSOL e afirma que muitos partidos de esquerda são excessivamente doutrinários.

O senhor apoiou a candidatura de Davi Alcolumbre, do DEM, ao Senado no Amapá. Vale tudo para derrotar o grupo de José Sarney? Primeiramente, é importante contextualizar o Amapá em nossa disputa com o Sarney e com todos que estão em torno dele. O senador Sarney tem sua base no Amapá desde 1990 e eu sempre fui daqueles que fizeram oposição a ele, mesmo quando estava no PT. E via que uma das formas de derrotá-lo em 2014 era dividir o bloco dos que poderiam estar na órbita dele. Por isso fui um dos incentivadores da candidatura do Davi Alcolumbre. Funcionou. Deu tão certo que a apresentação da candidatura do Davi inviabilizou a possibilidade de Sarney ser candidato ao Senado. O Sarney apresentou uma alternativa, que era a candidatura de Gilvan Borges, para manter alguém sob sua influência no Senado. E a ‘Frente Popular’ apresentou um candidato do PT. Essa candidatura não se consolidou e na reta final da campanha todas as forças progressistas do Amapá centralizaram forças para evitar que o representante de José Sarney se tornasse vencedor.

Por que a candidatura de Davi Alcolumbre era tão importante? Ele é jovem. E, no passado, era da órbita de Sarney. Saindo dessa órbita, ele quebrava o núcleo de forças do próprio campo de Sarney e teria votos mais à esquerda além dos votos do próprio campo em que Sarney outrora dominava. Por isso acabou se tornando a candidatura viável para derotá-lo.

Essa aliança heterodoxa é semelhante à parceria entre PCdoB e PSDB para derrotar o grupo de Sarney no Maranhão? Sem dúvida. Por onde Sarney passa é preciso restaurar a República. É  o caso do Maranhão. No Amapá a gente vive numa luta permanente para restabelecer práticas republicanas. Basta ver o leque de aliados que ele tem no Amapá. Não só são comprometidos com o que há de atrasado, mas também têm ficha criminal. Se juntar todos é um estudo de caso do Código Penal.

Num cenário como esse, as diferenças ideológicas entre DEM e PSOL são irrelevantes? No Amapá e no Maranhão a gente tem que antes de qualquer coisa iniciar a República. No Amapá nós tivemos um retrocesso com a vitória do principal aliado do senador Sarney ao governo (Waldez Góes, do PDT). Nosso desafio permanente é esse, de restabelecer na administração pública práticas republicanas.

A direção do PSOL criticou a aliança do partido no Amapá. Eu acho que muitos partidos de esquerda não compreendem a realidade existente nos estados mais distantes e periféricos do país.

São partidos doutrinários demais? Muitos sim. O que existe, por exemplo, no Amapá são relações pré-mercantis, pré-capitalistas, anteriores à revolução democrática burguesa. Eu tenho a mesma leitura de Flávio Dino no Maranhão. Algumas reigões periféricas têm alguns pactos das elites locais que nós temos que desbravar. Muitos partidos de esquerda ainda não entenderam isso.

Será difícil permanecer no PSOL? Eu tenho esperança de que o meu partido compreenda essas realidades locais. Chico Mendes e Marina Silva, no passado, tiveram muitas dificuldades para que o PT compreendesse o que era o Acre. Demorou muito pra o PT entender o que Chico Mendes e Marina Silva falavam sobre o enfrentamento aos madeireiros no Acre. Em alguns estados mais distantes é necessário instalar práticas mais democráticas no lugar de relações quase feudais.

O senhor está dizendo que é preciso instaurar o capitalismo para depois modificá-lo? Claro. Se nós queremos modificar o capitalismo ou democratizá-lo nós temos que tê-lo. Ele tem que passar a existir.

O senhor vai mudar de partido? Não vou tratar disso agora. Eu vou insistir em dialogar com o PSOL. Recebi uma mensagem do presidente do partido dizendo que queria conversar comigo. Eu quero dialogar. É uma realidade que eu não estou com espaço de diálogo no PSOL. Após ter renunciado à pré-candidatura à Presidência da República ninguém mais quis conversar comigo. A candidata à Presidência (Luciana Genro) me atacou publicamente, os dirigentes e membros da bancada não estabeleceram mais diálogo comigo. Vamos ver o espaço que há.

Não seria natural entrar na Rede, de Marina Silva? O senhor sempre foi simpático à criação do partido. Não é natural porque lamentavelmente a terceira via ficou muito comprometida no Brasil depois do segundo turno das eleições. Fui um dos que defendiam que a Marina não se posicionasse no segundo turno. Como a Marina não ficou na neutralidade e fez uma opção, eu me senti livre para optar pela candidatura de Dilma porque eu preservo muito minhas opções polticas. Sou um homem de esquerda e acho que nós temos que ter coerência com a trajetória política. Acho que a Marina deveria preservar o patrimônio que é a terceira via. Ao optar pela candidatura do Aécio a terceira via no Brasil ficou fragorosamente comprometida.

Mas a decisão dela no segundo turno não é semelhante à do PSOL no Amapá? Acho que não porque no Amapá nós tínhamos um projeto alternativo e no Brasil há espaço para terceira via. No Amapá não: havia necessidade de derrotar uma velha oligarquia. São situações muito diferentes. Ao aproximar-se da candidatura do Aécio Neves o projeto da terceira via acabou tendo um lastro mais conservador.

No Senado, o senhor costuma votar contra o governo e mantém uma boa relação com Aécio Neves. A minha opção de esquerda é uma posição que eu firmo como político-ideológica. Sou de esquerda e não me nego a dialogar com ninguém, tenho orgulho da minha relação pessoal com Aécio e faço tudo para preservá-la. Eu me orgulho de me relacionar com pessoas que pensam diferente de mim. Aprendi que não é pecado mudar de ideia quando você tem sua própria convicção. Não sou intransigente e não sou burro para não me deixar mudar de ideia. Defendo com muita convicção, por exemplo, a ideia de conselhos populares porque eu acho que é uma ideia que amplia a democracia participativa. Nesse aspecto votarei mas alinhado com o PT. Mas eu questiono o rito das medidas provisórias, porque acho que ameaça a democracia. Eu defendo a liberdade de imprensa como princípio fundamental. Detesto que me rotulem.

A chegada do PSOL ao cargos importantes deu início a uma crise de identidade no partido? Eu rogo para que o PSOL amadureça. Não sei se para isso é necessária uma crise de identidade. Acho até que o PSOL amadureceu no segundo turno. Lideranças do partido assumiram posições politicas claras no segundo turno da eleição presidencial. Alguns estão falando em alianças políticas mais amplas, por exemplo, para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro. É preciso estar aberto a diálogo e alianças porque é assim que se faz política. Louco é quem não muda de ideia.

O que é o socialismo que o senhor defende? É um horizonte. A melhor definição é a de Eduardo Galeano sobre utopia. Você caminha em direção à utopia, ela está no horizonte. Caminho um passo e ele se distancia um passo. Caminho dois passos e ele se distancia dois passos. Por mais que eu caminhe ele se distancia. Para que eu caminho? Para que utopia? Para que horizonte? Para que eu nunca canse decaminhar. O socialismo é o horizonte estratégico que a gente deseja alcançar. É uma declaração de amor à humanidade. O século XXI redefiniu o conceito de socialismo. A gente não pode se apegar aos dogmas sectários de socialismo que se travavam nos séculos XIX ou XX. Não acho que o que Stálin fez é socialismo. Se o que tem na Coreia do Norte é socialismo não é isso que eu quero. Temos que construir uma sociedade com distribuição de riquezas mas essa sociedade deve ser pautada por valores de liberdade. Não existe socialismo sem liberdade.

Isso se parece mais com o discurso dos partidos da esquerda democrática europeia do que com o regime cubano. Eu me identifico com um modelo de socialismo que crie um estado de bem-estar social.

Isso não é simplesmente social-democracia, como defende o PSDB? Se quiser definir assim… Eu defini como um modelo de bem-estar social. Não acredito numa sociedade socialista sem os direitos individuais que estão na nossa Constituição.

Então, nada de revoluções ou subversão das instituições da República? Eu sou contra. Eu defendo as instituições democráticas. Acho que que a mais importante delas é o Ministério Público. Sou pelo aperfeiçoamento dos mecanismos de controle dessas instituições democráticas.

O que o senhor fará na eleição de 2018? Só tenho duas chances: ser candidato à reeleição no Senado ou a governador do Amapá; isso vai depender muito das circunstâncias. Eu fui pré-candidato a presidente e deixei a candidatura no meio do caminho. Tentar nova candidatura à Presidência não seria bom. Foi um trauma. Avalio que foi um erro de avaliação minha e de companheiros do partido. É uma autocritica que eu faço. Uma coisa que admiro na esquerda é a capacidade de autocrítica. Eu queria que o meu partido exercitasse mais essa capacidade. Faltou avaliar a correlação de forças, faltou ouvir mais o congresso do partido em outubro de 2013 e faltou o partido guerrear menos internamente. Tem que ouvir mais para fora.

Com o excesso de partidos no Congresso, fala-se em cláusula de barreira e algumas siglas, como o PROS e o DEM, negociam fusões com outros partidos. O senhor acha que é um caminho para o PSOL? A cláusula de barreira eu entendo que vai ser um problema porque, no meu entender,  a Constituição a veda claramente. Acho melhor tentarmos mecanismos de fusão. Essa pulverização em excesso não é boa para a democracia. O quadro muito pulverizado só serve para abrir espaço para negociadores siglas e figuras que acabam vulgarizando a disputa presidencial. Seria interessante o PSOL mesmo pensar nisso, porque acho que tem espaço à esquerda com o PSOL, com setores de dentro do PT, PCdoB, PSB, PDT. Se o PSOL tiver a capacidade de dialogar com esses setores, pode construir uma alternativa que será boa para o Brasil.

Boa notícia para o Amapá

Alcilene Cavalcante em 17 de novembro de 2014

O PIB do Amapá – a soma de todas as riquezas produzidas pelo Estado -, referente a 2012, obteve crescimento nominal expressivo de 16,19% se comparado ao do ano de 2011. Na série histórica, entre 2002 e 2012, houve mudança na participação da economia nacional de 0,2% para 0,3%. No atual levantamento, o PIB amapaense ultrapassou os R$ 10,4 bilhões e O PIB per capta chegou a quase R$ 15 mil, o que representa um crescimento de 13,81% em relação a 2011, ocupando a quarta posição no ranking dos estados no Norte.

Os números foram divulgados na sexta-feira, 14, na sala de reuniões da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), pela economistas Regina Célis, da Coordenadora de Pesquisa e Estratégias Socioeconômicas e Fiscais da instituição. A apuração é feita em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o secretário da Seplan, o economista José Ramalho de Oliveira, o crescimento exponencial do PIB estadual de 2012 representa avanços na economia amapaenses, que superou as dificuldades financeiras deparadas no primeiro ano de gestão do governo atual. “Para o Estado, isso significa que a economia vem se consolidando, tanto em valores físicos quanto na quantidade de riquezas produzidas”, avalia.

Na análise dos setores econômicos, observou-se aumento do setor primário em 13,58%, o qual participa com 3,2% do total das riquezas produzidas no Estado. No setor secundário, o aumento foi de 53,38%. A atividade representa participação de 11% da economia local. No terciário, o aumento foi 11,32%, com participação do PIB, de 86%.

“O setor secundário obteve o melhor desempenho na economia. O aumento ocorreu influenciado pelo crescimento da indústria de transformação [66,37%] e da construção civil [89,46%]. Esses setores refletiu positivamente no serviço de transportes de carga, que cresceu 35,86%”, analisa Regina Célis.

O crescimento expressivo do setor da construção civil, segundo a economista, ocorreu em função das inúmeras obras erguidas no Estado, tanto no setor público quanto no privado; obras formais e, principalmente, as informais, como as obras residenciais. “E nesse ensejo, o setor imobiliário demonstra sua força, crescendo 9% em 2012″, destaca a economista.

O PIB de 2012 revelou que a dependência da atividade da administração pública diminuiu 1,4 p.p em relação a 2011. “isso é um ponto positivo para o Estado, uma vez que essa redução demonstra crescimento do setor privado, em diversas atividades econômicas”, observa.

Ari Silva. Diretor de Marketing e Expansão

Ari Silva. Grupo Santa Lúcia

Retração

O setor extrativista apresentou diminuição na partição do PIB, influenciada, de acordo com dados da Balança Comercial, pelo preço das commodities no mercado externo e não pela queda na produção.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a balança comercial de em 2012 registrar queda nos preços dos minérios, porém, destaca um crescimento no volume das exportações, 24% maior que em 2011.

Melhor resultado nos últimos dez anos

Na avaliação da equipe de economistas e estatísticos da Seplan, que elaborou o estudo do PIB, o ano de 2012 se destaca por ter obtido o melhor resultado da economia nos últimos dez anos.

Quanto à divulgação do PIB Municipal, a Seplan vai divulgar, no dia 11 de dezembro, as informações das riquezas geradas por cada um dos 16 municípios amapaenses.

Um protesto inusitado

Alcilene Cavalcante em 15 de novembro de 2014

Neste sábado, Dia da Proclamação da República, o estado do Amapá teve um protesto inusitado: O juiz de Direito, Reginaldo Andrade, montou seu gabinete no meio de uma das mais movimentadas avenidas de Macapá, a avenida Fab, em frente ao Forum, para protestar contra a corrupção e contra os ataques aos valores republicanos.

De toga, no escaldante sol de Macapá, Reginaldo, que é um dos mais respeitados magistrados amapaenses, mandou seu recado ” a quem interessar possa”.

Liberdade de imprensa, respeito aos Poderes, garantia dos direitos públicos, e respeito ao cidadão, são alguns dos assuntos para os quais o juiz quer atenção.

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Perplexidade em Brasília

Alcilene Cavalcante em 15 de novembro de 2014

Do Blog do Camarotti, no Globo

Um clima de perplexidade tomou conta do mundo político em Brasília com a nova etapa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Parlamentares da base aliada estão preocupados com o que consideram um avanço rápido das investigações em cima dos corruptores – os executivos de grandes empreiteiras.

No Palácio do Planalto o ambiente é de preocupação. Apesar da ressalva de assessores do governo de que pessoalmente a presidente Dilma Rousseff está blindada, há o reconhecimento interno de que o aprofundamento das investigações vai criar uma crise política sem precedentes, além de fragilizar a imagem da Petrobras, a maior estatal do país.

Um integrante do governo reconhece, porém, que apesar da blindagem de Dilma,  a gestão da estatal durante o período do governo Lula já está atingida. Assessores mais próximos da presidente já defendem internamente que é preciso fazer um discurso preventivo para mostrar que Dilma iniciou mudanças na estatal, com demissão dos ex-diretores. E que, por isso, é preciso estabelecer uma separação entre as administrações da Petrobras no período Lula e no período Dilma.

Se aliados estão em pânico, no PT a situação consegue ser pior, com a prisão do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ligado diretamente ao partido. Quando foi nomeado para a Diretoria de Serviços da estatal, em 2004, o padrinho político dele era conhecido por todos no Palácio do Planalto: o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que depois foi condenado no processo do mensalão.

O dúvida no PT é sobre a capacidade de resistência de Duque dentro da prisão. No partido, todos citam que a resistência do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa foi enorme. Mas que fragilizado psicologicamente depois de meses de prisão num regime rígido, acabou entregando todo mundo. O mesmo aconteceu com o doleiro Alberto Youssef.

Advogados de políticos estão sendo consultados pelos clientes desde que foi noticiada a operação da PF no início da manhã desta sexta (14). Senadores e deputados de partidos aliados foram surpreendidos com a prisão dos diretores e executivos das empreiteiras fornecedoras da Petrobras. Muitos desses executivos têm relação de proximidade com políticos já citados nas delações premiadas.

“Todo mundo está querendo entender a extensão dessa investigação. Ninguém imaginava uma operação dessa dimensão da Polícia Federal. Tudo está andando numa velocidade muito maior do que foi no escândalo do mensalão. Muito em breve, a operação vai atingir a classe política. Já é a maior crise política depois do impeachment de Collor”, avaliou um senador da base aliada, para em seguida completar: “E esse ambiente irá contaminar definitivamente o governo Dilma”.

 

Rosa Branca Açucena lerê

Alcilene Cavalcante em 14 de novembro de 2014

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No próximo time

Alcilene Cavalcante em 14 de novembro de 2014

Colaborador de alta linhagem no governo anterior de Waldez Góes, Alberto Góes não deve ocupar espaços locais, pelo menos no primeiro ano de governo.

Compromissos de trabalho já contratados em outro estado, o impedem nesse momento de presença full time no Amapá.

Mas continua bem influente, sim.

 

Repiquete é Memória

Alcilene Cavalcante em 14 de novembro de 2014

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Mais notícias com o grupo Diário

Alcilene Cavalcante em 14 de novembro de 2014

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Orçamento 2015. Prefeito de Macapá reúne com Bancada Federal

Alcilene Cavalcante em 14 de novembro de 2014

 

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A Bancada Federal do Amapá reuniu na tarde de ontem (12), em Brasília, com o prefeito de Macapá Clécio Luís para tratar sobre o orçamento de 2015 e as possíveis emendas que podem ser alocadas pelos parlamentares para a capital. Segundo o prefeito, as prioridades são: saúde, educação e infraestrutura urbana.

Cada parlamentar tem disponível R$15 milhões em emendas para destinar ao estado que representa no Congresso Nacional. O senador Randolfe, nestes anos de mandato, tem priorizado as emendas para saúde, educação e infraestrutura. “Para o Amapá nós já destinamos cerca de R$45 milhões em recurso, 80% deles foram liberados”, afirmou. Obras como a reforma das Unidades Básicas de Saúde da Fazendinha e do Muca são exemplos de resultado.

Estavam presentes os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL), João Capiberibe (PSB) e o recém-eleito Davi Alcolumbre (DEM), os deputados federais Evandro Milhomem (PCdoB), Bala Rocha (PROS) e Janete Capiberibe (PSB).

 

Carla Ferreira

Uma Paulista chamada Avenida

Alcilene Cavalcante em 12 de novembro de 2014

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