A Universidade Federal do Amapá (Unifap) recebe nesta terça e quarta 17 e 18, a “Oficina Insterinstitucional Sobre a Prevenção de Acidentes com Escalpelamento de Mulheres Ribeirinhas e Pescadoras na Região Norte do Brasil”. O evento será realizado no campus Marco Zero do Equador, em Macapá (AP).

A oficina contará com a presença de representantes do Ministério da Saúde (MS) que, em parceria com a Instituição e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), vêm ao Amapá para ouvir as demandas das mulheres que passaram pelo acidente e propor diretrizes. São esperados para a oficina aproximadamente 100 mulheres, entre pescadoras e sobreviventes ao escalpelamento.

Os acidentes que resultam em escalpelamento  ̶  quando o couro cabeludo é arrancado de forma brusca  ̶  são mais comuns no Pará e no Amapá. Entre 2000 e 2016, foram registrados 243 casos na Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), organização da Marinha do Brasil que atua na região do Pará, Piauí e Maranhão. Além da Amazônia, também há registros desse tipo de ocorrência no Rio São Francisco, em Minas Gerais.

A maior parte das vítimas, 65%, é criança. Os adultos em faixa produtiva representam 30%. Já os idosos, 5%. Em relação ao gênero, 95% das pessoas que sofrem com o escalpelamento são mulheres.