Repiquete é Memória.

Lennon, O Bar.

 

Foto: Contribuição de Alipio Jr
Foto: Contribuição de Alipio Jr

 

Ficava na esquina mais boêmia da cidade na época: Iracema Carvão Nunes, com General Rondom. No outro lado ficava o Xodó, do seu Albino, e mais a frente, na mesma calçada do Xodó, ficava o Abel, que eu nunca soube como era o nome, e nem se tinha nome. A gente só falava “Lá no Abel”. Sobre o Abel, na época de estudante do C.A, era onde a gente lanchava o melhor pastelão da cidade, acompanhado de Fanta Limão.

Também ficava em frente à Praça da Bandeira, o point da juventude antes da Zagury pegar.

O Lennon era verdadeiramente O Bar. Uma pá de gente da música começou a mostrar seus trabalhos na noite, no Lennon. Chegava na cidade e queria conhecer a noite? Lennon.

Lá todas as tribos se encontravam. Jovens, adultos, artistas, políticos, dondocas, remediados, estudantes, empresários, barnabés e até crianças podiam freqüentar. O sanduba do Lennon era muito gostoso.

Quando eu vinha de férias pra Macapá, ia muito ao Lennon, sempre acompanhada de minha grande amiga Tica Lemos.

Quem tem histórias ou lembranças do Lennon? Conta aí.

Quem tem fotos do Lennon, do Xodó, do Soçaite, do antigo Bar do Abreu, mande para o blog pra que eu possa fazer o Repiquete é Memória com a história boêmia da cidade.

  • Aos poucos os lugares tradicionais de Macapá estão desaparecendo por conta do surgimento de novos empreendimentos, é por isso, que é importante o registro do profissional da comunicação.

  • A saudade não vem somente do Lennom, mas da Macapá que o Lennon fazia parte, até a maneira que os artistas cantavam naquele lugar era diferente, viviamos pelos sonhos, as feridas da ditadura ainda eram doloridas, nossa musica era um grito, macapá era a Jóia Rara da Amazônia.. foi no lennon que eu assisti o primeiro campeonato mundial do Airton Senna no Japão, foi um dos grandes momentos da minha vida, as pessoas pulavam se abraçavam, o Senna começou a se tornar mito naquele dia, e eu vivi essa emoção no Lennon.

  • Nossa bateu uma saudade, muitas lembranças boas do LENNON, bar de grandes encontros que ficarão marcados para sempre, época boa, que eu era feliz e não sabia, rsrsr, bjsss

  • Em 1988 o “Lennon” marcou a minha vida e de minha namorada e hoje esposa, nos deliciávamos ouvindo belas canções da MPB e MPA. A canção que marcou o início da nossa relação foi besame, cantada ao vivo por Andréia Pinheiro, prima da próprio Leila Pinheiro, cantora q fez sucesso com a referida canção em todo o Brasil. Que boas lembranças o Lennon nos proporciona. Saudades!!

    • A Andréa Pinheiro não é irmã da Leila Pinheiro. São duas cantors paraenses com o mesmo nome de família, mas não são parentes.

    • Verdade. O Picolé de farinha láctea era o bicho. Tu lembras do Pocilé de uva lá do hotel Santo Antonio? Uma delícia também..

  • Eu ainda alcancei o agradável Lennon quando aqui cheguei no início de 1991. Foi o primeiro lugar que visitei Macapá, o que certamente reforçou minha decisão de desfazer minha mala por aqui mesmo.

  • Foi lá que comemoramos os dois primeiros títulos brasileiros e o mundial do Mengão. Também assistí a shows inesquecíveis de Rosana Mont’alverne, Amadeu Cavacante, Nilson Chaves . . . Bons e inesquecíveis momentos!

  • Esse post do Lennon me fez viajar ao passado.

    Lembrar da cuíra que eu sentia. Do alto do Colégio Amapaense, lá pelas 22:00 de sexta-feira, assistindo aula de matemática do professor Antunes, não via a hora de descer as escadas e curtir a música que lá rolava. Só de pensar me vi tropeçando nas escadas. rsrsr. Valeu!

  • Cantei muito aí. Toda vez que ouço Soweto, do Djavan parece que estou no palco do Lennon, ao lado de meus amigos Gogô, Pinto, Joaquim França e Zé Maria. Grandes momentos da nossa música foram vividos nesse bar. Bons tempos.

  • Alcilene o nome do bar do Abel era “Bar Boa Esperança”, era muito frequentado por bancários especialmente os do Banco do Brasil, estudantes quando em férias em macapá e outros cachaceiros inveterados.

  • Ei amiga, impossível traduzir em palavras o que vivemos na ERA LENNON. Era muito pai d’égua. Pra matar a saudade só mesmo betendo um papo molhado. Bjs.

  • Amiga eu não tive muita vivência de Lennon não, acho mesmo que só o frenquentei em uma das voltas pra casa em férias. mas quando vc. quiser desfiar o novelo da memória , das tertúlias ( kkk olha se eu sou antiga! rsrsr) do TREM ( o clube) , do JOTA e da banda do Marcone, estamos ai! rsrsrs

  • Bar do Abel..anos 80,que época boa! Estudei no CA e nos intervalos sempre dava uma descidinha para falar com meu pai(joão vilhena de andrade)que parecia sócio do Abel de tão assíduo cliente cervejeiro que era…Del. Eiró, Pedro da Silveira, seu Antenor (basa)e mtos outros frequentadores que tomavam todas e mais algumas!rsrs adorava o pastelão de queijo c fanta e o picolé de tapioca de lá… saudades do xodó, da tia chica lanches, das tertulias no circulo militar, amapáclub, star night club, pça da bandeira aos domingos à noite e zagury depois…saudades das mangas caindo na minha cabeça na rua iracema c nunes…enfim, saudades de tudo!(ate daquele cheirinho de defumador que o Albino jogava na calçada do xodó rsrs) hj moro no RJ,há 28 anos sai de macapá. Quanta saudade dessa terrinha querida…(Alcilene, parabéns pelo blog e por nos fazer viajar à nossa historia…Grande abraço!)

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