Randolfe inicia ações para celebrar o centenário de Janary Gentil Nunes

No dia 1* de junho deste ano, o primeiro governador do Território Federal do Amapá completaria 100 anos. Janary Gentil Nunes governou o Amapá por quase 12 anos, de janeiro de 1944 a fevereiro de 1956. Seu legado inconteste contempla desde a instalação da capital, Macapá, à estruturação física e política do Território. Contribuir com o resgate da memória deste, que é um dos personagens centrais da história do estado, é mais uma tarefa assumida pelo mandato do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) em 2012.

O projeto “Centenário de Janary Nunes” deverá incorporar outros atores como o governo do estado, universidades e demais poderes. O mandato do senador Randolfe deflagra as comemorações reeditando, com apoio do Senado Federal, “Confiança no Amapá: Impressões sobre o Território”, uma publicação da editora Cia. Brasileira de Artes e Letras, datada de 1962. Nesse livro Janary publica “A Mística do Amapá”, seu ideal de “tornar o Território uma das regiões mais ricas e felizes do Brasil”.

Através do Colegiado de História da Unifap deverá ser criado um grupo de pesquisas sobre o ex-governador. Os historiadores Paulo Cambraia, Sidney Lobato, Elias de Paula e Maura Leal estão empenhados no projeto Centenário. Documentos originais, ainda não pesquisados estão sendo disponibilizados pela família, através de um dos filhos, Guairacá Nunes. O grupo defende a criação de um Memorial para reunir, além do acervo documental e fotográfico, os restos mortais de Janary, cujo traslado será autorizado pela família.

Nascido em Alenquer-PA, no dia 1* de junho de 1912, Janary revelou sua liderança ainda como tenente do Exército Brasileiro. Quando oficial de plantão, determinava que a comida de todas as patentes fosse feita sem distinção. Atitudes como essa levantaram sobre ele a suspeita de simpatizar com o comunismo. Razão pela qual teria sido enviado para Clevelândia do Norte, em Oiapoque-AP, como punição, entre 1936 e 1937. Esse episódio foi narrado por ele próprio aos filhos como sendo seu primeiro contato com o Amapá.

Anos mais tarde o capitão Janary teria grande influência sobre a criação dos territórios federais. Em 21 de setembro de 1943 foi nomeado, pelo então presidente Getúlio Vargas, para o cargo de governador do recém-criado Território Federal do Amapá. Após deixar o governo, Janary foi nomeado para a presidência da Petrobrás e posteriormente embaixador do Brasil na Turquia. Faleceu em 15 de outubro de 1982, no Rio de Janeiro, aos 72 anos.

 


Márcia Corrêa

Jornalista

  • EXCELENTE INICIATIVA DO SEN. RANDOLFE…PARABENS…
    AGORA, SÓ PRA NAO ESQUECEREM: – RANDOLFE É UM ETERNO APAIXONADO PELO JANARISMO NO AMAPÁ.
    QUEM VIVER VERÁ

  • Oi Márcia.

    O grupo de pesquisa sobre o Janary já existe, é uma experiência de mais de dez meses, inclusive este estudo se preocupa também com a história da cidade de Macapá, em síntese com sua memória. Já possuímos um bom acervo documental de entrevista, só não avançamos mais porque esta atividade vem sendo realizada até agora com recursos dos nossos bolsos. Eu, Verônica Xavier Luna e Maura Leal da Silva estamos investindo caro nesse projeto com o objetivo de assegurar que a História política, social e cultural de Macapá não se apague com o desencarne das pessoas que vivenciaram essa realidade do momento “janarista”. Apesar do Paulo e do Sidney serem nossos colegas do colegiado de História eles não fazem parte desta proposta e sim da programção de eventos para o Centenário Janary Gentil Nunes.
    Veronica X

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