MP Eleitoral representa contra Waldez Góes por conduta vedada em campanha 

 

Servidores da Rádio Difusora de Macapá estariam sendo pressionados a participarem de bandeiradas a favor do candidato à reeleição

O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) representou, nesta sexta-feira (19), contra o candidato à reeleição ao governo do Estado do Amapá, Waldez Góes, por conduta vedada em campanha. Denúncia recebida pelo órgão aponta a convocação de servidores da Rádio Difusora de Macapá para participação de bandeiradas a favor do candidato. Também fazem parte da representação o candidato a vice-governador Jaime Nunes e o diretor-geral da Rádio Difusora Roberto Gato.


Na denúncia, recebida pelo MP Eleitoral em 26 de setembro, consta áudio em que o diretor-geral da Rádio Difusora convoca servidores da autarquia estadual para participarem de atos de campanha de Waldez Góes. Na gravação, 67 servidores são citados nominalmente. O diretor pressiona os servidores para que participem de uma bandeirada, e convoca uma reunião, na própria sede da rádio, para organização do evento.


A partir do cruzamento dos nomes citados no áudio e informações do Portal da Transparência, o MP Eleitoral conseguiu confirmar que vários dos nomes mencionados na gravação eram realmente de servidores públicos da Rádio Difusora de Macapá. Assim, pelo conteúdo da mensagem e pelo tom imperativo da fala do dirigente da rádio ficou demonstrado que Roberto Gato pressionou servidores e utilizou a estrutura administrativa da autarquia para beneficiar a candidatura de Waldez Góes.
De acordo com a legislação, os serviços públicos e os bens móveis e imóveis da Administração Pública não devem ser empregados para favorecer candidato, partido ou coligação e tampouco servir para propagar as propostas de campanha de qualquer candidatura.
Para o MP Eleitoral, “a sede da Rádio Difusora de Macapá estava funcionando como se fosse um comitê de campanha do candidato à reeleição, onde se realizam reuniões de campanha com seus apoiadores – no caso, servidores públicos compelidos a participarem da campanha eleitoral – para programar bandeiradas e outras ações que favorecerem a candidatura do atual Governador do Estado do Amapá”.
Na ação, o MP Eleitoral pede o imediato afastamento de Roberto Gato do cargo público que ocupa na Rádio Difusora de Macapá, bem como que o representado não exerça qualquer outro cargo público no Governo do Estado do Amapá durante o trâmite da representação eleitoral. Aos representados também cabe a pena de multa, e a cassação do diploma ou registro do candidato beneficiado.

Nº do processo no TRE/AP: 0601641-54.2018.6.03.0000
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal no Amapá
(96) 3213 7895 | (96) 98409-8076

  • Não é só na Difusora, em todas as Secretarias está havendo pressão para bandeiradas e doações de 10 por cento das gratificações, obrigados, não vale recusa se não é exonerado.

  • Ei, cadê a minha opinião? Tem que publicar , esse governo de faixada, tenho comprovação que os cargos comissionados pagam 10 por cento pro governador e o arrecadador desse montante é uma figura lá da Agência Amapá. Ei MPF isso é legal?

  • Esse Waldez só ganha eleição fazendo as maracutaias dele.Ontem apareceu até uniforme AZUL para os alunos da Escola de Ensino Integral Tiradentes,E podes crer que ele tem muito dinheiro para comprar voto.Deus permita que esse infeliz não seja reeleito,sou funcionária PÚBLICA e sera mais quatro anos de SALARIO PARCELADO E,Saúde precária etc…

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