Renivaldo Costa – Jornalista

Não sou policial militar, nunca pensei em ser nem tenho procuração para falar em nome da corporação, mas não posso me calar diante do episódio envolvendo o vereador Aldrin e das declarações dadas por ele na Câmara de Macapá, classificando os PMs de “vadios”. Minha primeira missão como jornalista foi justamente cobrir a área policial há cerca de 15 anos. Depois, em 1996, participei da equipe que iniciou o programa Meio-dia, sob a liderança do jornalista Olimpio Guarany. No programa, tínhamos um espaço para notícias policiais, onde – aos poucos – comecei a perceber que o trabalho da polícia é um dos mais importante e menos valorizados. Há cerca de cinco anos, apresentei na Band o programa Macapá Urgente. Tratava-se de um programa com enfoque para a atuação da polícia. Tanto o Macapá Urgente quanto outros de mesma linha editorial possibilitaram ao cidadão amapaense ver de perto o trabalho na polícia na madrugada, combatendo a violência, a criminalidade e o tráfico de drogas. Um trabalho que não é fácil e que nunca seria desempenhado por “vadios”. O vereador Aldrim, por seu turno, é um parlamentar despreparado, notívago, e claramente cooptado por donos de boates. Longe de deblaterar (palavra em moda no Congresso), meu interesse com este depoimento é reafirmar minha posição: quem realmente está comprometido com a redução da violência, defendeu o veto ao projeto de Luizinho. Renivaldo Costa Jornalista Registro 018/04 DRT/AP