Entrevista do blog, Macapá Marejando o Meu Olhar, volta reformulada e agora com um olhar e um passeio por todo o Amapá, e não mais só por Macapá.

Na reestréia o blog traz o arquiteto e professor Rostan Martins, Mestre em Comunicação e doutorando da PUC-SP.

Rostan é um grande estudioso da cultura e das coisas do Amapá. Cabôco de coração generoso que está na lista daquelas pessoas que são muito bacanas e totalmente do bem.

Curtam o Amapá com o Rostan.

rostan-22.8.4

A cara do Amapá – O Marabaixo, seu ritmo, seu ladrão, com toda a sua expressão e símbolos.

Paisagem que mareja o meu olhar – A orla da frente da cidade, o Araxá num final de tarde. O Rio, a água, a mata ao longe e a cidade. Tudo de uma vez só não tem olhar que resista.

O jeito de ser do povo daqui – Em minha opinião não existe um povo com um jeito mais carinhoso e mais aconchegante como o nosso.

Uma imagem urbana do Amapá – Ainda existe essa imagem. As pessoas sentadas nas frentes das suas casas embaixo de uma árvore, de preferência uma mangueira, num final de tarde, numa casa com cerca baixa e falando dos seus e suas coisas.

O melhor para recarregar energia – Indico um passeio pelo rio Araguary, O Araguary é da melhor qualidade, com toda a sua beleza.

Araguary, no sítio Santo Expedito

Araguary, no sítio Santo Expedito

O melhor programa em Macapá – É sentir a brisa que vem do rio na orla de Macapá ou de fazendinha.

Arte do povo daqui – O povo do Amapá tem aptidão para a pintura artística. R. Peixe, Deco, Gibbran Santana, Estevão, Herivelton dentre outros, nos ensinaram isso com grandes obras de artes. Mas no momento esse gênero carece de apoios e desenvolvimentos. A escola Cândido Portinari tá caindo aos pedaços.  E a música, os nossos músicos, compositores e cantores são sensacionais e de grande talento.

Dekko

Dekko

Uma boa lembrança do Território Federal – Tenho muitas lembranças. Os jogos no Glicério Marques, um ambiente de muita amizade e felicidade; os desfiles de 13 de setembro, aquele garbo, aquela responsabilidade e os aplausos; As muitas bicicletas que transitavam pela cidade; os bailes nos clubes, etc. Essas lembranças são muito vivas em mim e no povo.

Campeonato Amapá Clube, década de 70. Foto: Arquivo do Pedro Sabe Tudo

Campeonato Amapá Clube, década de 70. Foto: Arquivo do Pedro Sabe Tudo

Sabor do Amapá – O sabor do Amapá é o sabor do camarão. Esse gosto de camarão. Hummmmm! Ainda ajudado com açaí e farinha.

Camarão no Bafo. Restaurante da Flora

Camarão no Bafo. Restaurante da Flora

Uma receita de estimação ou de família – Não sei dizer a receita, mas o pato no tucupi que a minha mãe faz e simplesmente dos desuses. Vou saber da receita e digo pra você depois, ok?

Quem faz ou fez acontecer – Considero o ex-governador Anibal Barcellos uma pessoa que fez acontecer no Amapá, contribuiu muito para o desenvolvimento do Amapá, na transição do Território para o Estado.

Barcellos

Grandes amigos no AP – Considero a minha família como meus grandes amigos; A minha amiga Alcinéa Cavalcante e o Tondo, Você e o Dias; os amigos da Unifap, do Carnaval; o Sílvio (da piscina); do jornalismo, etc. considero muitas pessoas como meus amigos.

Ainda é provinciano – Fechar as principais ruas da cidade para algum evento é muito provinciano; Abusar com o carro, quando dirige; O desrespeito com as pessoas; jogar lixo na rua; cuspi na rua; não ter respeito com os ouvintes das rádios (tossir no ar, chamar palavras de baixo calão no ar, etc), tudo isso se faz em Macapá e é muito provinciano e feio.

Uma rua ou um bairro no Amapá ou na Amazônia – Na Amazônia indicaria a ilha do Marajó, um dia ainda vou morar lá. E em Macapá o Bairro do Laguinho, pela sua cultura e povo, mas não quero morar lá.

Alegre e Moreno Laguinho

Alegre e Moreno Laguinho