Macapá recebeu hoje duas notícias tristes: a morte de dois ícones de suas gerações.

Eugenio Almeida, o Cachorra. Engenheiro agrônomo. Ambientalista quando quase ninguém falava disso. Militante de esquerda, quando diziam que comunista comia criancinha . Rebelde a vida inteira por boas causas.
Acho que Eugenio tinha uns 60 anos, mas adolescente, aprendi a admirar aquele jovem alegre, inteligente e transgressor, participativo e atuante nas causas da sociedade que estava inserido. Exímio jogador de basquete. Fundador do bloco Pererê, que animava as ruas de Macapá no carnaval. Fundador do Movimento Verde Vivo, o primeiro movimento por causas ambientais que surgiu no Amapá. Tentou uma carreira política pela esquerda verde, mas saía desses ambientes meio decepcionado com o recuo dos vanguardistas.
Assim era o querido Eugênio.
Ele faleceu em Natal, onde era servidor do Ministério da Agricultura.

 


D. Isolina Serrano também foi um ícone de sua geração. Pela beleza, charme e elegância. Daquelas naturalmente elegantes.
Foi uma dama da alta sociedade da pequena Macapá. Era casada com o empresário Marlindo Serrano e com ele formava um dos casais mais bonitos, festivos e alegres da cidade. Sua casa, no coração da avenida Fab, era sempre cheia de gente. Isolina era acolhedora.
D. Isó, como era conhecida, ficou viúva jovem. Perdeu o filho Neto Serrano há alguns anos, e levava a vida discretamente com as filhas Karla e Fabiola, e os netos.