Por Sônia Amaral

Conheci o Sena recém chegado a Macapá, como Oficial R2 do Exercito. Aqui ingressou como Aspirante Oficial da Policia Militar do Amapá, sendo logo nomeado 2ᶿ Ten. PM. Casamos em 1978. Da nossa união nasceram: Emerson August do Amaral Matos, Cesar Augusto do Amaral Matos e Sonia Gabriela do Amaral Matos.

Após quinze anos de convivência, nos separamos. Cada um seguiu seu caminho procurando refazer nossas vidas. Eu encontrei o Reginaldo(o Regi) com quem estou ate hoje. O Sena buscou outros relacionamentos, dos quais nasceram os filhos: Priscila, Raísa, Cesar Pontes e o caçula, Rômulo, este era o menino dos olhos do Sena, morava com ele, era seu companheiro, dividia parte da sua vida com essa criança.

No dia 19 de março, como levado por uma espécie de presságio, o Sena veio tomar café numa panificadora ao lado da minha casa. Ligou para o nosso filho Cesar, convidando-o para ir ate o município de Porto Grande com ele, mas, lembrando que era meu aniversario decidiu que não iria. Em seguida falou com o Emerson, ligou para Gabriela que mora fora de Macapá, ligou também pra Raísa, sua outra filha, como se estivesse se despedindo dos filhos. E assim levou consigo o inseparável filho caçula – Rômulo. Já em Porto Grande, quando no final do dia decidiu voltar a Macapá. Deixando Rômulo na casa de um grande amigo ate seu retorno. Coisa do destino, não retornaria mais.

Toda morte já é triste, fica uma imensa saudade e principalmente quando ocorre de forma tão brutal e inesperada. O Sena morreu fazendo uma das coisas que mais gostava – a estrada era seu forte. Gostaria de ter sido cremado. Afinal tudo caminhou do jeito que queria.

Espero estar retribuindo o respeito que ele tinha pela minha pessoa, ficando ao lado dos seus filhos, juntamente com suas mães: Elza, Edna e Diana. Acreditando na justiça de Deus e dos homens venceremos as dificuldades.

La no “andar de cima” ele estará torcendo pelo seu filho especial Emerson, o seu caçula Rômulo, o primogênito Jefferson, o segundo Cesão, o seu confidente e conselheiro Cesar, o seu chamego Gabriela (Gabrielão), os estudiosos: Priscila, Raíza e Cesar Pontes, na certeza de que não existem ex-filhos.

Sempre houve respeito entre nos eu torcia por ele, admirava a sua Inteligência e determinação. Focava naquilo que acreditava e seguia em frente. Era uma pessoa polemica, durão, mais de uma lealdade incomparável. As vezes incomodava mais não recuava. Foi um dos pioneiros da PM-AP, a qual dedicou parte de sua vida. Nenhuma homenagem lhe foi prestada em vida, mas ele sabia que fazia jus. Morreu sabendo que foram seus verdadeiros amigos.

Agradecemos a Deus pelo força que nos foi dada. Obrigada aos amigos e parentes pelo apoio. Obrigada a todos que direta ou indiretamente ajudaram nossos filhos com gestos e palavras de carinho a superarem a perda de seu pai Cesar Augusto Sena Matos, sua missão nesta terra foi cumprida. Que Deus lhe de o descanso eterno. Fique em paz.

 

Sonia Amaral