GEA X GREVE DOS PROFESSORES: INTOLERÂNCIA PALACIANA E POLITICAGEM SINDICAL

Por Antonio Nogueira

Os dias 23, 24 e 25 de abril foram deliberados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação – CNTE como sendo a Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. Com caráter de greve nacional, nesses três dias, o movimento traz como foco principal a implantação do piso salarial dos professores. Aqui no Amapá, as Unidades Educacionais reuniram seus docentes e, quase na sua totalidade, deliberaram acompanhar a paralisação. O GEA apresentou reajuste de cerca de 7% que não contempla a Lei, mas que garante ser o 2º maior salário do Brasil. O Sindicato não aceita e tripudia pelo alcance total que deveria chegar a mais de 20% de aumento real para seu atendimento. De um lado, o direito legítimo reivindicado pelos professores. De outro, a prudência do Estado em não extrapolar os recursos da educação, com folha de pagamento.

Participando ativamente da reunião dos professores da escola em que trabalho, para deliberação sobre grevar ou não nesses três dias, considerando o “animus” das partes (Governo e Sindicato) foi que me motivei a escrever este artigo, externando minha impressão conjuntural. A direção da Escola tentava convencer da continuidade das aulas, normalmente. Representante do Sindicato, pela paralisação. Fiz uma proposta. De parar um único dia, sendo-nos receptivos ao movimento, vez que a greve do ano passado já nos tinha dado todo o conhecimento da real situação educacional do Estado, objetivo maior da paralisação. E foi nesse exato momento que pude perceber o sentimento raivoso dos professores, em resposta ao tratamento raivoso do Governo, e tirar minhas conclusões que, me parece, ser o entendimento majoritário dentre os profissionais da educação.

O embate desastroso do ano passado feriu, drasticamente, tanto o Governo quanto os Professores. O Governo, por falta de habilidade política, os professores, por politicagem sindical. No meio desse contencioso, a população, que recebeu do Estado uma educação precária e vergonhosa. Os Professores deixaram de receber 17% que o GEA queria dar em troca do retorno às aulas. O Governo, por represália dos professores, não logrou êxito nas eleições municipais. E o povo, assistindo. Uma coisa é certa, em minha avaliação: o GEA vai efetuar o pagamento do percentual que achar que deve, os professores vão se chatear, mas não deflagrarão greve como fizeram no ano passado. Apenas esses três dias de movimento para demostrar sua insatisfação. Deixarão pra resolver essa desavença na reeleição do Governador. Menos mal! Teremos, ao menos, um ano de “guerra fria”, sem prejudicar nossos alunos.

Penso que o bom senso, com responsabilidade, deve ser praticado neste momento. Se o GEA abrir suas contas, mostrar as necessidades de investimentos na educação – que não são somente salariais – e os recursos que dispõe, convencerá o Sindicato que, se comprometendo com o Governo de ajudar a fazer ajuste e enxugamento aqui e ali, poderá ter um aumento real de até 10% este ano e a garantia, planejada, do alcance do Piso salarial em no máximo 2 anos. Assim eu fiz em Santana, quando Prefeito. Deu certo! Deixei o Mandato com o salário e o piso salarial dos professores, garantidos. Melhor negociar e alcançar o piso do que brigar e ficar sem perspectiva.

Quem ganha com isso? Todos nós, Professores, Governo, Sociedade. Ficarão resquícios? Com certeza! Mas isso que se trate na próxima eleição.

* José ANTONIO NOGUEIRA de Sousa é professor de Língua Portuguesa e Literatura, formado pela UNIFAP, exercendo a docência na Escola Estadual de ensino médio Everaldo Vasconcelos, em Santana/AP.

  • Recomendo ao Sr. Antonio Nogueira que seja um professor mais bem informado e não fique pregando mentiras. A remuneração do professor no Amapá não é a 2ª maior do Brasil.

    Segundo publicação recente da imprensa, a melhor remuneração de professor é do Distrito Federal, seguida de Tocantins, Mato Grosso do Sul. A remuneração do Professor no Amapá é R$ 4 à mais que a remuneração de nosso vizinho Roraima.

    Não acredita? Acesse os links abaixo e o comparativo que listei:

    Estado Remuneração (Venc. Básico + Gratificações)
    RR = R$ 2.340,19
    AP = R$ 2.344,00
    MS = R$ 2.711,01
    TO = R$ 3.062,60
    DF = R$ 3.528,82

    Infelizmente, a profissão de professor ficou tão desvalorizada que a discussão agora é pelo pagamento do piso. Gente, piso é o mesmo que salário mínimo.

    Professor tem que ganhar salário mínimo? Por que auditor da Receita Estadual do Amapá ganha mais de R$ 14.000 mil/mês e ninguem reclama que é muito?

    Os links:

    http://noticias.terra.com.br/educacao/infograficos/quanto-ganha-um-professor-no-brasil/

    http://www.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2013/04/proposta-de-tabela-salarial-marco-2013.pdf

  • Bastante pertinente o artigo do prof. Antônio Nogueira. Mas, também muito pertinente a consideração do prof. Carlos Silva no tocante as diferenças salariais entre as categorias de servidores do Estado. Destaco aqui a matéria da revista Exame, em 14/10/2012, “Professor na Europa ganha quase 10 vezes mais que no Brasil” (http://goo.gl/mivme), e também no UOL Educação, em 01/10/2012, “Professor brasileiro ganha menos que metade do salário dos docentes dos países da OCDE” (http://goo.gl/MF5Ap) e “Brasil está entre os que têm menor investimento por aluno, segundo OCDE” (http://goo.gl/hWYzL). Vê-se claramente que Educação não é tratada como solução e sim como problema no Brasil e quando professores tem que brigar pelo mínimo descente é porque alguma coisa está errada nas prioridades deste País.

  • Eu gostaria que o hj Professor Nogueira fizesse um exercício de tentar sobreviver com o salário de professor, depois disso, se conseguir, ele estará credenciado a falar em nome dos educadores !!!!

  • Como este Blog é o mais lido do Amapá e também super democrático, eu sinceramente fico pasmo deste senhor Antônio Nogueira vim falar em educação, mais antes sem refrescarmos a memória que este rapaz foi acusado de falsificar carteiras de habilitação junto com seu irmão Zé Luis que hoje lamentavelmente em face de nossas esdrúxulas lei é deputado, um farsante como o Antônio Nogueira que deu calote em meu irmão que se matou de trabalhar montando sonorização em Santana e este rapaz de forma insensível não pagou meu irmão vindo lamentavelmente meu sobrinho Silvinho Leal falecer em Maringá de leucemia porque meu irmão já não tinha de onde não tirar recursos pra melhorar a condição de sua patologia e isto requer muito dinheiro e este mentiroso do Antônio Nogueira de forma covarde não pagou meu irmão, fora as infinitas denuncias que assolam o mau caráter deste Antônio Nogueira, agora desesperado pra pegar um cargo no Staff do Gov: Camilo vem de forma vergonhosa puxar o saco do governador se metendo em assunto que ele ajudou a destruir em Santana quando era prefeito. Talvez a personalidade e caráter deste senhor vá até aonde se limita sua pobre índole de covardemente “puxar o saco”, É PRA ISTO QUE SERVEM OS COVARDES pra fomentar a discórdia, mentiras e factóides, o Antônio Nogueira é apenas um mau filho do Amapá e merece um mero esquecimento deste povo. Eu sinceramente queria que este indivíduo fantasmas me processasse que queria ter o prazer de dizer na frente do juiz. Caloteiro e mentiroso, dizem que esta condenado e que precisa ser preso pelas improbidades e graves denúncias de corrupção que assolam a vida deste rapaz. Que se faça cumprir a Lei.

  • Sinceramente com o curriculum do Antônio Nogueira que o povo já conheçe seus factoides recomenda-se dar um desconto de 100% do texto infeliz que ele postou neste blog de credibilidade.

  • Uma coisa é certa: não tivesse sido idiotamente recusado o aumento de 17% oferecido pelo Governo no ano passado, os 7% deste ano não seriam pouca coisa. Por outro lado, se o Governo economizou, durante um ano, o aumento que não foi dado, por que razão não tem condições de dar mais? Seria raiva?

  • O “herói” Camilo e seus asseclas estão completamente desnorteados, pois, hoje se percebe que nunca tiveram um plano de gestão eficiente para ser executado em seu mandato. Como consequência, agiganta-se o caos na saúde do estado; a secretaria de educação continua sem rumo, haja vista que, vários secretários passaram pela pasta, mas, nenhum até o presente momento promoveu um projeto educacional eficiente; no quesito segurança basta perguntar aos cidadãos se eles se sentem seguros? Apesar de tudo o governo psb omite sua incompetência e tenta atribuir aos servidores do Estado a inequívoca e exclusiva culpa por esse contexto caótico e contraditório

  • Em todos os comentários que vi, feitos por professores, encontram-se erros gravíssimos de português: VIM (por VIR) mais (em vez de MAS), Profº (em vez de Prof.) Será que aumento de salário aumentaria também seus conhecimentos?

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