Uma homenagem de seu amigo Marcos Chagas

Marco Antonio Palha Palheta
“Se tivesse que falar sobre o que mais me afeta com o tempo cronológico da vida, diria que é a perda de amigos”.
Conheci aquele menino de pernas torta desde que nasceu. Recebi o seu nome, pois Dona Morenita havia emprestado de minha mãe o nome “Marco Antonio”, um ano antes. Ele de 63 e eu do ano seguinte.
Ele na Mendonça Furtado e eu no Bairro Alto. Havia conexões entre nossos quintais, o que facilitava nossos encontros, coisa comum na Macapá antiga.
Ele, assim como eu, e boa parte dos “menudos de Macapá”, também fomos apaixonados pelas filhas do Seu Abiguá. Mas, isso é segredo!
Roubamos a bike do Chico Bessa. A gente só queria chegar “bacana” no Circulo Militar e se exibir para as gatas… como fazia o Badu Picanço.
Jogamos basquete juntos no Guarani. Ouvimos as mesmas broncas do Seu Milton. Os portugueses Américo e Chico Diniz ganharam muitos campeonatos de basquete a nossas custas.
Ele virou geólogo e eu também. Parecia que não queria o deixar sumir de minha vista.
Desde 2002, nos encontrávamos todas as terças e sábados para um basquete entre amigos.
Saudades eternas meu amigo e irmão Marco Antonio Palha Palheta.
Ah! Segura a camisa 4 aí por cima.

 

Marquinho, como eu o chamava, foi meu colega de classe em todo o ensino fundamental. Estudioso, tornou-se um grande prossiinal, dos quadros do DNPM.

Ele faleceu na tarde desta sexta-feira, 15 de setembro, depois de um rápido câncer no estômago. Seu velório acontece na capela Santa Rita.

Que o Senhor o receba em sua Glória.