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Sobre as ações que o promotor Marcelo Moreira ajuizou contra o caos na saúde pública

Desperdício. Em Macapá e arredores, pode-se esbarrar por todo lado em tipos diferentes de monumentos ao desperdício. São obras inacabadas como as do Hospital Metropolitano, antigo Hospital do Câncer, que começou a ser erguido em abril de 2000. Três anos depois da obra em andamento, com 70% do prédio concluído – três blocos de quatro andares, em 1.200 metros quadrados -, o então governador , Waldez Góes (PDT), preso na Operação Mãos Limpas, definiu que o projeto seria modificado e daria lugar a um Hospital das Clínicas. Nesta semana, a obra – com tapumes para evitar a invasão de sem-tetos – não tinha nenhum vigia para resguardá-la.

“A decisão de não fazer o Hospital do Câncer foi absurda porque os pacientes com câncer precisam ser levados de avião para o Pará. Alguns são devolvidos porque o Amapá não paga ao Pará os custos do paciente. Em outros casos, o paciente amapaense acaba esquecido no Pará, recebendo R$ 140 mensais para se sustentar”, conta o promotor de Cidadania do Amapá Marcelo Moreira.

Desde 2001, o promotor ajuizou cerca de 100 ações na área da saúde para pressionar o Estado a melhorar serviços, garantir remédios e instalar equipamentos em hospitais. Em uma delas, pediu providências e indenização para oito famílias que tiveram os filhos mortos no Hospital da Mulher Mãe Luzia por falta de equipamento e pessoal. O promotor também apontou que 62 mortes ocorreram no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital das Clínicas Alberto Lima em 2004 por causa da falta de equipamentos, leitos e remédios.