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A deputada federal amapaense Fátima Pelaes (PMDB) foi destaque na edição especial de outubro da revista Cláudia. Na reportagem de duas páginas intitulada “A Vida é Bela”, a parlamentar faz um relato de sua vida, desde o nascimento na penitenciária, sua passagem como diretora da extinta LBA (Legião Brasileira de Assistência), até a ascensão na política.

O título da matéria é uma alusão ao filme “A Vida é Bela”. Na reportagem, Fátima Pelaes compara sua vida com sua mãe no presídio, com trama mostrada do filme. Ambientada na dura realidade da Segunda Guerra Mundial, A Vida é Bela é uma comovente película de amor e fantasia, que conta a história da personagem Guido Orefice (Roberto Benigni) que usa a imaginação para criar um mundo fictício para que o filho, Giosué Orefice (Giorgio Cantarini), não perceba que estão em um campo de concentração nazista.

“Recordo-me de brincar com a minha irmã, mas tenho poucas lembranças da prisão, talvez porque minha mãe camuflasse de beleza o que era na verdade muito feio”, diz a parlamentar na reportagem.

Marcionila Pelaes, mãe da deputada, tinha duas filhas quando tirou a vida do marido ao flagrá-lo em adultério com uma vizinha. Depois de julgada, condenada e presa, não abriu mão de levar a filha mais nova com ela. Na cadeia engravidou de Fátima, que teve que viver a dúvida de sua paternidade.

Na matéria, a deputada lembra que sua mãe era jovem e bonita é sofreu violências na prisão. “Para sobreviver ela teve que fazer o que não queria. Cresci sem ter pai e sentia muita raiva disso. Mais tarde, elaborei esse sentimento ao ver como minha mãe superava as dificuldades”, relata ela à revista.

Política

A revista também aborda a ascensão política de Fátima Pelaes eleita, quatro vezes para representar o Amapá na Câmara dos Deputados. A matéria também menciona o destaque nacional que ganhou a parlamentar amapaense ao relatar matérias importantes como o projeto de lei que criou a LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social).

Sua atuação como relatora da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou o extermínio de crianças e adolescentes também é lembrada, assim como o projeto de sua autoria que estendeu a licença maternidade às mães adotivas.

Exemplo

Sobre a história de vida de Fátima Pelaes, a líder da bancada feminina na Câmara Federal, deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), afirma que a trajetória da parlamentar amapaense serve de estímulo para as demais 45 deputadas e os 468 homens que compõe a Casa.

“O momento em que Fátima revelou sua gênese foi de grande emoção. Ela é uma âncora moral, prova viva de que é possível dar a volta por cima”, diz a deputada baiana na reportagem.

Fátima Pelaes revela ainda a descriminação que sofreu ao ser apontada inúmeras vezes como a filha de uma ex-detenta. “Tenho muito orgulho da minha mãe pela sua força em superar as dificuldades, por ter me ensinado que não devemos desistir nunca dos nossos sonhos, pois quando se pensa que tudo está acabado, devemos lutar. É um novo tempo que está começando”, frisa.

Fátima disse ainda que nunca tentou se promover politicamente em cima desse acontecimentos, entretanto, numa entrevista concedida pela bancada feminina à TV Câmara, deparou-se com inúmeros depoimentos da violências sofrida pelas mulheres detentas em todo país. A deputada revelou em tom emocionado sua saga durante seus primeiros anos de vida.

A partir de então inúmeros jornalista interessaram-se pela sua história de vida e a procuraram para falar sobre o assunto, entretanto, a deputada resistiu inúmeras vezes falar sobre o assunto, mas com da sanção lei das creches, de sua autoria, que garante atendimento aos filhos das detentas no próprio presídio, a deputada, após conversa com a família, entendeu que esse seria o momento de contar a sua história de superação de vida.(Assessoria)

Fatima