Embora com 14 anos de atraso o Governador entendeu nossa vocação. Virou de frente para as Guianas, parou com a estória de agro-negócio e com a questão da mineração de enorme custo social; hoje sabe que a cadeia produtiva do açaí gera mais trabalho e renda que a área de livre comércio, sabe que precisa do linhão para desenvolver, que a floresta é nossa maior riqueza e vantagem comparativa.

Enfim, só falta construir mais nove mil e quatrocentas casas populares para cumprir a promessa das 10.000; fazer as quase quarenta creches que prometeu (uma creche em cada bairro); tirar o Amapá da economia do contracheque; implantar o FDM (fundo de desenvolvimento municipal prometido na campanha, onde para cada R$ 1,00 de ICMS distribuído aos municípios o governo entraria com mais R$ 1,00) e reverter o processo de empobrecimento social que o Estado apresentou nos últimos anos (a FGV aferiu que o Amapá foi o único Estado brasileiro que regrediu entre 2002 e 2007, segundo 33 indicadores usados no estudo).

Mas isso fica para um terceiro mandato…

Valeu, governador.