João e Janete foram cassados uma vez pela ditadura e duas vezes em plena democracia.

Capi-Janete

Em 2004, os mandatos da deputada federal Janete Capiberibe e do senador João Capiberibe, parlamentares do PSB do Amapá, foram cassados por suposta compra de votos.

Logo depois das eleições de 2002, os dois foram acusados pelo PMDB de terem comprado dois votos por R$ 26,00, pagos em duas parcelas. O Ministério Público Eleitoral não acatou a denúncia e o TRE do Amapá os absolveu.

O PMDB recorreu ao TSE, que reformou a decisão do TRE do Amapá, apesar das evidências de que tudo não passava de uma farsa.

João e Janete recorreram ao STF, que em sessão conturbada, que terminou empatada, foi decidida pelo voto do presidente da Corte, que optou por confirmar a sentença do TSE, desprezando o princípio pró-réu.

Mais da metade dos senadores reagiu no plenário do Senado contra a decisão do STF, por achá-la esdrúxula.Mesmo assim, as duas Mesas Diretoras do Congresso Nacional cumpriram a decisão.

Agora, seis anos depois, por conta da Lei Ficha Limpa, novamente o TSE reforma uma decisão do TRE do Amapá que deferiu o registro de Janete e João.

Janete, que em 2006 havia sido eleita novamente deputada federal com a maior votação proporcional do país, foi reeleita, mantendo o título de a deputada mais votada do país.

João Capiberibe foi eleito senador derrotando novamente o senador que se beneficiou de sua cassação em 2004.

Em meio a esse imbróglio de um raio cair de novo nas mesmas cabeças, surgiu um fato novo.

O operador da farsa montada para cassar João e Janete, que desde 2008 já havia confessado o crime, decide reiterar a confissão pouco antes da eleição desse ano ao MPE.

Sentindo o cheiro de queimado na história que começou em 2002, os repórteres Lucas Ferraz e Rubens Valente, da Folha de S.Paulo remontaram passo a passo o caso a fim de dissipar as nuvens negras que pairam sobre o mesmo.

É tudo tão estranho, que o operador da farsa foi esfaqueado, no fim do ano passado, no município de Laranjal do Jarí, o que pode ser um assalto, mas também pode ser um crime de mando.

In loco, a repórter Kátia Brasil, da Folha de S.Paulo, seguiu pistas para localizar e ouvir as misteriosas testemunhas que incriminaram o casal Capiberibe, através de uma declaração em cartório com o mesmo teor e apenas a troca dos nomes das acusadoras.

Kátia conseguiu localizar as duas testemunhas e desmontou de vez a farsa.

Pois foi baseado nesta farsa, que o TSE negou os registros das candidaturas de Janete e João Capiberibe e os considerou inelegíveis.

Vale lembrar, que a sentença de cassação dos mandatos de João e Janete em 2004 não incluiu a inelegibilidade, tanto que Janete se reelegeu deputada federal em 2006, sendo a mais votada proporcionalmente no país, e João, neste mesmo ano, disputou a eleição para o Governo do Amapá.

A pergunta que não quer calar, é como pode ser inelegível em 2010, quem foi cassado em 2004 e disputou o pleito de 2006?

É por isso que pedimos a sua adesão ao abaixo assinado on-line que será enviado para as presidências da República, do Supremo Tribunal Federal, do Senado e da Câmara dos Deputados, reafirmando a decisão soberana dos eleitores do Amapá, que elegeram Janete Capiberibe, deputada federal pela terceira vez e João Capiberibe, senador pela segunda vez.

Acesse o link abaixo para assinar.

http://www.justicaparaoscapiberibes.com.br/index.php

Texto: Sizan Luis Esberci