Promotores de Justiça, Delegados e Peritos concederam entrevista coletiva na manhã deste sábado, para apresentar a imprensa a autoria do assassinato da advogada Caroline Camargo Rocha Passos e seus filhos Marcelo e Vithória Konishi.

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O assassino

Wellington Raad Costa, universitário de 19 anos, foi descoberto e depois de tentar dar muito desdobro nas investigações, confessou o crime na noite de sexta/madrugada de sábado, depois das provas já confirmadas pela Policia Técnica. Wellington estava lesionado na mão, mas criava versões. Ele era amigo da família.

Coletiva

Participaram da coletiva os Promotores de Justica, Flávio Cavalcante e Eder Abreu, os delegados Alan Moutinho, Roberto Prata e Celso Souza, a diretora da Polícia Técnica, Eliete Borges, peritos a datiloscopistas da Politec.

O que foi dito na coletiva pelas autoridades e técnicos envolvidos nas investigações:

Promotor Flávio Cavalcante registrou a colaboração da família de Wellington. Que em meio a sua dor, pedia a ele que colaborasse e confessasse, se estivesse envolvido, e contasse tudo.

Que ele usou facas da casa da família para golpear as vítimas.

Os objetos roubados da casa das vítimas, pra simular latrocínio foram encontrados em um bueiro na rua Hildemar Maia. 1 playstation, que o pai de Marcelo enviou do Japão e telefones celulares.

A diretora da Politec, Eliete Borges, disse que o trabalho cientifico é minucioso e que a certeza veio através dos papiloscopistas. Disse que muito foi investido em perícia no Amapá e que a instituição tem obrigação de dar resposta a sociedade. Disse ainda que a integração entre as equipes das instituições envolvidas foi fundamental para a descoberta do assassino.

A confissão

Wellingtom já estava sob investigação. Foi a última pessoa a estar com a vítima, Marcelo Konishi.

Apareceu com lesão nas mãos que justificou se dizendo vítima de assalto, registrado no CIOSP.

Enquanto as Policias e o MP o investigavam, os peritos da Polícia Técnica produziram as provas científicas que comprovaram que ele era o assassino. Ele continuava negando, mas suas versões iam sendo derrubadas, uma a uma, pela equipe da Policia Civil.

Na noite de sexta-feira, já preso pelo delegado Alan Moutinho, Wellington quis conversar com os pais, os irmãos, e depois conversar a sós com o promotor Flávio Cavalcante.

Depois Wellington confessou o crime. Disse que foi na casa das vítimas às 20 horas. Saiu para encontrar a namorada eque saiu com a mesma pra lanchar.Depois disso “não lembra de muita coisa”. Lembra de estar tocando a campainha da casa das vítimas e depois de cenas de faca e sangue. Que a única cena que lembra bem, é de estar passando a mão suja de sangue nos azulejos da casa.

Disse que gostava de todos da família e que não sabe por que fez isso.

Wellington Costa

Wellington Costa

Fase atual

Perito disse que estão montando a dinâmica dos assassinatos, agora já com a autoria do crime.

A fase atual é de interrogatórios. A partir daí, muitas respostas podem vir. O por quê? Como ele agiu? Estava só?

Também será feito o laudo psicológico e o perfil do réu-confesso.

Após a coletiva, Wellington foi levado a casa onde ocorreram os assassinatos, mas o resultado desse trabalho ainda não foi repassado a imprensa.

Mais informações no blog da jornalista Alcinea Cavalcante www.alcinea.com. Nos blogs Açaí com Jabá e Direto da Redação com links na lista ao lado.