É com pesar que a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) comunica o falecimento do artista plástico Raimundo Pantaleão Gurjão. Pantaleão sofreu um infarto fulminante na tarde desta segunda-feira, 26, quando passeava na orla do Araxá, próximo ao prédio onde funcionou a rádio 102 FM. Ele era funcionário da Escola de Artes R. Peixe, vinculada à Secult, há mais de 10 anos. Seu corpo está sendo velado em sua galeria de arte, espaço que seria inaugurado esta semana, localizada na 11ª Avenida do Congós.

 

A arte de Pantaleão era autêntica e genuína, trabalhada pelas mãos de um artista que aliava conhecimento autodidata com técnica, adquirida no curso de Artes Visuais, na Universidade Federal do Amapá (Unifap).

 

Caboclo do município do Amapá, criado na capital amapaense desde os 4 anos de idade, Raimundo Pantaleão Gurjão, ou simplesmente “Pantaleão”, foi uma das principais referências nas artes plásticas do Estado. Artista autodidata, adorava dizer que suas obras eram a razão de sua vida. Sempre se revelou um amante das coisas do estado do Amapá e suas obras são a prova desse amor.

 

Dizia ele: “Não abro mão do amor que tenho pela minha terra. O meu berço, a minha origem vem da terra e esse sentimento transcedo para minhas obras”.

 

Sua mais recente coleção foi exposta na 48ª Expofeira do Amapá. Uma composição que envolveu pigmentação com areia, terra, argila e minerais, como o manganês, deu forma a quadros decorativos, esculturas, telas e souvenir que retratam o modo de vida das louceiras do Maruanum, das benzedeiras do Amapá, dos carregadores de açaí, a revoada dos uirapurus, as marcas históricas do Cunani Maracá, as dançarinas de Marabaixo e Batuque, os ribeirinhos, o dia a dia da comunidade do Curiáu. (Assessoria SECULT)

Nota do Blog: A arte do Amapá perde muito com a partida do talentosíssimo Pantaleão. É dele uma das coleções de arte que mais gosto: as esculturas das louceiras do Maruanum.

Panta! Guardarei minha escultura da “Louceira” com todo carinho.