Por Ana Girlene – Jornalista

Tenho acompanhado, confesso, ainda um pouco perplexa, a campanha difamatória que o Programa Café com Notícia e os blogs de Alcilene e Alcinéa Cavalcante vêm sofrendo nos últimos dias. A jornalista Márcia Corrêa, com quem cursei faculdade de jornalismo e divido a apresentação do programa, todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, há três anos e meio, na Rádio Equatorial, 94,5 FM, “ousou” fazer uma pergunta sobre alianças políticas ao candidato do PSB ao governo do Estado e logo uma rede articulada entrou em ação.

Desde que entramos no ar, procuramos cumprir com responsabilidade o nosso papel de jornalistas. Embora tenhamos opinião sim, sobre os mais diversos assuntos, procuramos utilizar uma estratégia discursiva, escolhendo fontes confiáveis, selecionando falas qualificadas, abordando o ângulo da notícia o mais amplo possível e reproduzindo as vozes, que representem os vários lados da informação.

Conhecer esses caminhos é importante, pois dessa forma buscamos, ao utilizar uma multiplicidade de meios, equilibrar o volume de informações repassadas aos nossos ouvintes, para que cada um faça a interpretação que julgar apropriada, e assim forme a sua própria opinião. Não temos a pretensão de “fazer a cabeça” de ninguém, porque apostamos na inteligência e capacidade de elaboração das pessoas que nos ouvem.

Como disse anteriormente, a tarefa não é fácil. Rótulos são facilmente colocados e a rapidez dos fatos, aliada ao dinamismo do rádio torna tudo ainda mais perecível e arriscado. Optamos pelo canal direto com a comunidade, por meio de participações ao vivo e mensagens que chegam a cada instante, tornando o cidadão uma espécie de pauteiro e fonte permanente. Abrimos democraticamente o nosso espaço radiofônico para que o debate ocorra da forma mais democrática possível.

As falhas, naturais do processo, procuramos corrigir a cada dia fazendo um exame dos nossos comentários e das matérias que levamos ao ar. Aceitar a crítica é o mínimo, providenciar acertos e corrigir as falhar, é obrigação. Não me espanta o artigo com críticas, mas o tom utilizado, as acusações descabidas e a lamentável estratégia utilizada de divulgação e repetição de mentiras e especulações difamatórias e injuriosas, justamente dos que sempre se disseram vítimas de tais práticas.

A estratégia de desqualificação do Café com Notícia é pensada e articulada sim! Prova disso é que o artigo que tenta denegrir o programa e as jornalistas já citadas, foi distribuído de forma combinada pela assessoria de imprensa do gabinete da Deputada Janete Capiberibe, indevidamente pelo mailing da assessoria de imprensa da Fecomércio e ganhou eco no blog Notícias Daqui, braço digital do partido. Portanto, não foi uma atitude isolada do colunista, como alguns tentam fazer crer.

É assim que funciona a velha prática de desmoralizar quem não está à serviço de quem acusa. Eles vão de um extremo ao outro com a mesma velocidade e desenvoltura, como se tivessem o poder de “abençoar” inimigos, outrora veementemente criticados, e condenar os que de alguma forma, ou por qualquer motivo simplesmente negam dizer amém. O episódio é lamentável e incompatível com os novos tempos que se espera na política local, com diz o sociólogo Hélio Jaguaribe, “no Brasil já não há mais espaço para radicalismo”.

Ana Girlene Oliveira

Jornalista