Começando o post com um verso da campeã Beija-flor pra dizer à vocês o óbvio: não tem nada definido nas eleições do Amapá.
E que qualquer análise que diga que fulano está eleito e que sicrano está fora, é desonesta, por parte do analista político que queira empurrar teses desse tipo.
Duas candidaturas ao governo estão postas:
Waldez Góes – político carismático, o que conta muito em eleição majoritária. Experiente. É um dos mais habilidosos na arte da política que o Amapá já viu. Tem contra si o desgaste do governo. E a favor,  o mesmo governo, com a máquina que sabe usar, inclusive para triturar adversários. Nessa eleição,  tem uma pedreira chamada Davi Alcolumbre.


Davi também é carismático. É resolutivo. Hiperativo, consegue fazer mil coisas ao mesmo tempo. Davi vem com apoio substancial do DEM, que mantém a vaga no Senado e ainda pode ganhar um governador. E tem o apoio do principal eleitor dessa campanha que é o prefeito de Macapá, Clécio Luís.


Sua fragilidade de apoiar o governo Temer, e de ser de direita, é equilibrada com o apoio de parte da esquerda na aliança com Clécio e Randolfe.

Para o senado, as candidaturas colocadas até agora mostram que: não vai ter passeio nem vida fácil pra ninguém.
A disputa será acirrada.
Senador Randolfe Rodrigues – Faz um bom mandato no Senado, com visibilidade na mídia nacional, e passeia nas pautas nacionais e paroquiais com desenvoltura. Sabe usar a comunicação, sem intermediários (as vezes com certo exagero), e é queridinho pela maior parte dos eleitores. Aparece em primeiro lugar em pesquisas, como primeira opção pra uma eleição com duas vagas. Isso aparentemente é bom, mas pode não ser. Rand Tem ainda a seu favor o palanque forte de Davi, e também o trabalho do prefeito Clécio Luís, de seu partido.


Capi – É aquele político transparente. O eleitor sempre sabe as bandeiras que levanta. Tem em torno de 20% de votos cristalizados. Aquele voto que é dele. De opinião, como ele mesmo define. E isso conta enormemente em uma eleição disputada. Precisa resistir à pressão de uma parte do PSB, que quer Capi candidato ao governo, e arrumar uma candidatura  pra lançar  ou escolher , com a autoridade política que tem, um dos candidatos ao governo.

Foto: Daniel de Andrade

Lucas Barreto – Me parece está dando o tiro certo, e voltando pra sua base. E ser o candidato de primeira ou segunda opção do grupo de Waldez. O governador pode suprir Lucas onde ele é mais frágil, que é fazer política no varejo, e o levar à uma boa condição de disputa.

Fátima Pelaes – Anotem. Vem forte. Com a missão de garantir mais uma cadeira no Senado para o PMDB. Experiente na política. Tem bases em todo o estado, carisma e apoio e estratégia nacionais.

Jaime Nunes – Vem com apoio, inclusive, de grandes grupos empresariais nacionais. Mas precisa se definir urgente em qual grupo local se encosta. Tem dinheiro. Apoio da maior parte do grupo de grandes empresários locais que ajudou a eleger Randolfe em 2010 e que agora quer sua própria representação.

Tem outros nomes pelos bastidores, mas não vamos colocar aqui, porque ainda não afirmaram publicamente suas candidaturas.
O nome novo que surgiu e que poderia embaralhar o tabuleiro político, tanto para o governo, quanto para o senado, foi o da promotora Ivana Cei, convidada por vários grupos políticos.
Mas ela ainda não disse se topa uma carreira política. Ou se nesse momento segue sua carreira institucional no Ministério Público, conclui o doutorado e cursa a Escola Superior de Guerra, para onde está selecionada.


Como dissemos no título do post, isso é uma “pajelança cabocla”.
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