2ª Vara de Família da Comarca de Macapá realiza acordo ao utilizar videochamada do Whatsapp em audiência

A 2ª Vara de Família de Macapá, que tem como titular o juiz Adão Joel Gomes de Carvalho, com uso do recurso de vídeo do aplicativo Whatsapp, conseguiu promover uma composição amigável em uma audiência em processo de revisão de alimentos, na manhã desta quinta-feira (13). Com uma das partes atualmente residindo na cidade de Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, somente uma aproximação por meios tecnológicos pôde criar condições de um processo mais célere com escuta direta de ambas as partes pelo magistrado.

whatsjuizadao (2).jpgO advogado Paulo Sá, cujo cliente se encontra residindo no Paraná, elogia e estimula o emprego da tecnologia no âmbito da Justiça. “Quando o Poder Judiciário utiliza a tecnologia, ganham a Justiça e todos os envolvidos no conflito”, garante. “Não fosse o uso do Whatsapp neste caso, a audiência seria adiada, uma carta precatória seria emitida, e a solução só viria depois de quatro a seis meses”, lembrou.

whatsjuizadao (4).jpgO promotor da Vara de Família Alcino Oliveira de Moraes, presente na audiência, acredita que a Justiça faz bem em empregar todos os meios técnicos tecnológicos para promover a celeridade processual. “Se temos à nossa disposição um meio eletrônico que pode ser fundamental para conquistar um resultado positivo, como foi hoje, com redução de custos e tempo, é nosso papel empregar o recurso sempre que for possível”, defendeu.

whatsjuizadao (3).jpgO titular da unidade, juiz Adão Joel Gomes de Carvalho, registrou sua satisfação com a experiência. “O Código de Processo Civil nos permite o uso de quaisquer meios eletrônicos para facilitar o andamento processual, e acabamos utilizando a chamada de vídeo pelo Whatsapp, um recurso gratuito e rápido, que praticamente todos temos, conquistando ao final uma composição amigável”, relatou.

“As partes celebraram o acordo, com sentença já concluída, em uma audiência que foi muito rápida e acredito que este fato, creio que inédito em nossas varas de família, deve se tornar inclusive mais frequente”, observou o magistrado, acrescentando que “defendo e estimulo que outras unidades explorem esta tecnologia sempre que for possível”.

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